28/04/2021 às 17h13min - Atualizada em 29/04/2021 às 15h30min

Quando posso optar por utilizar melatonina?

SALA DA NOTÍCIA LUCAS WIDMAR PELISARI
 

Você já ouviu falar do hormônio do sono? Esse é o nome usado como sinônimo para a melatonina, um hormônio que influencia diretamente os nossos ciclos de sono. Por ter uma ação abrangente em todo o organismo, a melatonina pode ter interferência positiva em várias áreas do nosso corpo e não só na hora de dormir. A seguir, saberemos mais sobre esse hormônio, como ele age e quando é necessário incluí-lo na sua rotina.

Melatonina: o que é e para que serve?

A melatonina é um hormônio produzido naturalmente pelo nosso cérebro e faz parte do ciclo circadiano, aquele que regula o nosso relógio biológico e nos diz quando devemos dormir e quando devemos acordar.

Por isso, a melatonina é produzida logo que o dia escurece, preparando o organismo para dormir e descansar, e é inibida logo quando amanhece, deixando claro que precisamos acordar. O nível mais alto de melatonina no nosso corpo acontece quando estamos dormindo.

Para garantir uma boa noite de sono, a Melatonina interfere na ação de vários órgãos e tecidos internos, melhorando o seu desempenho ou prejudicando, quando está ausente ou em desequilíbrio. Os principais benefícios da melatonina são:

  • Ação antioxidante, combatendo os radicais livres,prevenindo o envelhecimento precoce das células e reduzindo o risco de lesões celulares;
  • Melhora do sistema neurológico;
  • Funcionamento regular do metabolismo;
  • Combate a obesidade e favorece o emagrecimento;
  • Protege contra o câncer;
  • Reduz a incidência do diabetes;
  • Combate a depressão.

Queda na produção da melatonina

À medida que envelhecemos, a produção de melatonina cai consideravelmente. Em idosos com mais de 75 anos, por exemplo, a presença do hormônio natural é quase imperceptível, o que pode estar associado ao surgimento das doenças degenerativas.

Além disso, devido ao uso intenso de equipamentos eletrônicos que emitem luz e à claridade excessiva dos ambientes, especialmente à noite, a produção de melatonina já não acontece como antigamente. Essa produção é prejudicada já que o indivíduo está constantemente exposto à claridade.

A consequência dessa exposição em excesso, especialmente à luz artificial de computadores, celulares e TVs, por exemplo, é um problema que conhecemos bem: a insônia e outros distúrbios do sono.

As pessoas estão dormindo mais tarde, mesmo precisando acordar cedo no dia seguinte e mantendo uma noite de sono nada restauradora como deveria ser. Quanto menos melatonina, menos qualidade no sono e mais problemas relacionados às noites mal dormidas podem surgir.

Além da exposição intensa à claridade, outros fatores contribuem para a queda da melatonina, como a carência nutricional e o estresse, por exemplo.

Problemas causados pela falta de melatonina

Quando há carência da melatonina no nosso organismo, o corpo fica suscetível a várias doenças e pode apresentar aumento dos riscos de câncer, diabetes, depressão, surgimento de doenças degenerativas, estresse, obesidade e crises de enxaqueca.

E, não podemos esquecer do sinal mais claro da falta de melatonina no organismo que são os distúrbios do sono.

Quem sofre com esse problema tem insônia quase diariamente, acorda tarde ou tem dificuldade para acordar, desperta várias vezes durante a noite, tem um sono sobressaltado, falta de concentração, sonolência e não se sente descansado no dia seguinte.

Como consequência, essa pessoa tem um alto pico de estresse diário, não tem motivação para as tarefas diárias, pode sofrer com dores de cabeça e também pode engordar com mais facilidade.

Suplementação de melatonina

Uma alternativa para driblar os efeitos da falta de melatonina no organismo é a suplementação, que pode ser encontrada à venda em várias versões.

No entanto, antes de ingerir as cápsulas de melatonina, é preciso reconhecer a necessidade do uso, isso porque o consumo indiscriminado pode ser prejudicial e ainda não fazer o efeito esperado.

Como saber se eu preciso usar melatonina?

A ingestão das cápsulas de melatonina deve ser feita quando o indivíduo percebe que está sendo afetado pela carência do hormônio, em decorrência de alguma situação difícil de contornar. É o caso de alguns profissionais que trabalham à noite ou apresentam problemas de sono por causa de longas viagens.

A suplementação também é benéfica quando todas as tentativas de manter um sono equilibrado não surtiram efeito. O que não é viável, entretanto, é o consumo das cápsulas de melatonina como uma tentativa de burlar indiscriminadamente o ciclo biológico natural do sono.

Para uma boa noite de sono, é recomendado:

  • Manter horários fixos para dormir e para acordar, a fim de criar uma rotina do sono;
  • Ter um sono de qualidade, dormindo 7 ou 8 horas por noite;
  • Dormir em ambiente totalmente escuro para potencializar a produção de melatonina;
  • Tomar sol logo ao acordar. A melatonina, quando em contato com a luz solar, se transforma em serotonina, o hormônio do humor, garantindo mais disposição e satisfação ao longo do dia;
  • Comer alimentos ricos em triptofano, como leite, nozes, castanhas, banana e abacate. O triptofano também estimula a produção da melatonina.

A melatonina é um hormônio produzido naturalmente pelo nosso corpo, mas que também pode ser consumido por meio de suplementação. Atua diretamente na melhora do sono, oferecendo ao indivíduo um organismo mais resistente a doenças e uma vida com mais qualidade. O consumo diário do suplemento resulta em noites mais tranquilas e dias mais produtivos.


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