23/06/2022 às 14h45min - Atualizada em 24/06/2022 às 00h01min

Educação Financeira é coisa de criança! Colégios levam para sala de aula o tema e ensinam os alunos a cuidar do dinheiro e das finanças

Aulas, cursos e atividades extracurriculares ajudam para que jovens e crianças aprendam a lidar com dinheiro e pensem no futuro financeiro com responsabilidade

SALA DA NOTÍCIA Adriana Hercowitz

Colégio Centro de Estudos / Divulgação
Segundo levantamento divulgado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), 77% das famílias brasileiras fecharam o mês de maio com alguma dívida. Outro dado alarmante é que 10,9% das famílias declararam não ter condições de pagar suas contas ou dívidas em atraso e, com isso, continuará inadimplente. Esse é o maior patamar desde dezembro de 2020.
Na contramão de tudo isso, vemos um aumento significativo de pessoas fazendo investimentos, aplicando o dinheiro e buscando aprender como fazer o dinheiro render. Enxergando essa nova realidade e um futuro com menos dívidas, escolas do Rio de Janeiro e São Paulo, levam para a sala de aula projetos e ações com o intuito de ensinar alunos a lidar com dinheiro. Aulas de educação financeira começam a ser incluídas nas grades curriculares e ganham espaço no dia a dia de crianças e adolescentes.
Um exemplo, é o Colégio Centro de Estudos, localizado em Campos dos Goytacazes, no Rio de Janeiro. A instituição desenvolve projetos bimestrais e, para este, realizou com os alunos do Ensino Fundamental I – Anos Iniciais o projeto “Do meu dinheiro cuido eu”. Os estudantes confeccionaram um cofrinho, preparam alguma guloseima e vendem, aprendendo assim, na prática como manusear e se relacionar com o dinheiro. Nesta semana, foi a vez de deliciosos brigadeiros que foram oferecidos para professores e alunos de outras turmas e fez o maior sucesso. “Neste projeto, os alunos são protagonistas das ações de empreendedorismo, desenvolvendo uma consciência de que a educação financeira começa na infância”, explica Heidy Domingues Fernandes Nunes, coordenadora da escola que explica como funciona as ações:
“Ações como confecção de cofrinhos, venda de rifas e brigadeiros, contabilidade financeira dos lucros das vendas, interação com empreendedores locais, criações de empresas sustentáveis, entre outras ações, são proporcionadas aos alunos de acordo com cada ano de escolaridade. A relação da criança com o dinheiro é apresentada de forma saudável e lúdica, formando cidadãos conscientes e ativos na sociedade”, diz a profissional.
Outro colégio que leva o assunto educação financeira para as salas de aula, é o Colégio Montessori Santa Terezinha, de São Paulo. “Educação financeira faz parte do aprendizado. Conhecer alguns detalhes sobre finanças e economia ajuda os jovens a começar o planejamento para o futuro desde cedo. Os sonhos podem variar de uma geração para a outra, mas alguns são mais comuns, como a casa própria, faculdade, intercâmbio, viagem de lazer internacional, dentre outros”, explica Vagner Antiqueira coordenador pedagógico da escola.
O profissional ressalta que levar esse tema para as crianças e jovens, ajuda no desenvolvimento e em como eles lidam com o dinheiro e todas as suas nuances. “Com a Educação Financeira presente desde cedo na sala de aula, é possível aprender com as situações que são frequentes no cotidiano a importância e necessidade do controle financeiro. Compreender o dinheiro e sua dinâmica pode ensinar o estudante a traçar planos de curto, médio e longo prazo. E isso o ajudará a entender como as suas ações atuais podem impactar positiva ou negativamente no futuro que ele almeja”, pontua Vagner.
As aulas acontecem diversas fases e com ações práticas que dão consciência a esses futuros cidadãos. “É assim, conscientizando os pequenos, que contribuímos para a formação de cidadãos saudáveis financeiramente”, diz o coordenador do Colégio Montessori Santa Terezinha.
Antonio Alexandre Aparecido da Silva, Professor de Matemática e Educação Financeira do Colégio Domus, também de São Paulo, destaca a importância do tema ser abordado o quanto antes. “A educação financeira apresenta grande potencial para o desenvolvimento das atividades em sala de aula enquanto oferece subsídios para leitura e compreensão das relações que se estabelecem no mundo e a discussão do papel de cada um nessa construção”, diz o professor que enumera o que é falado em sala de aula: “A prática desenvolvida nas aulas se embasa nos referenciais estabelecidos para a implementação do programa de educação financeira nas escolas contemplando os eixos: Educação financeira, planejamento financeiro, empreendedorismo, projeto de vida e economia”.
Com criatividade, inovação e muito papo, os alunos aprendem de forma ampla e divertida a cuidar do dinheiro. “As aulas possibilitam momentos de reflexão, autoconhecimento e desenvolver uma visão ampla de planejamento em múltiplas dimensões: pessoal, familiar e corporativa”, finaliza o profissional.
 


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