27/06/2022 às 09h45min - Atualizada em 29/06/2022 às 00h00min

Vamos Passear faz sucesso no Recife (PE) em etapa inédita com 3.500 participantes

Edição 2022 do evento terminou neste domingo (28) com muita animação e elogios de quem esteve no Cais da Alfândega com suas bikes, skates, patins ou caminhando

SALA DA NOTÍCIA Gustavo Coelho

O Vamos Passear foi realizado pela primeira vez no Recife neste domingo (26) e levou muita animação às ruas da capital pernambucana, arrancando elogios dos participantes. O evento, que reúne praticantes de bike, skate, patins e caminhada, fez sucesso justamente pela proposta de agregar diferentes modalidades para estímulo à prática esportiva e a uma melhor qualidade de vida. No Cais da Alfândega, no Recife Antigo, 3.500 pessoas aproveitaram os momentos de lazer e diversão ao ar livre, encerrando a edição 2022, a segunda do Vamos Passear, com essa etapa inédita. Uma manhã de sol, com direito a um ventinho bem gostoso e temperatura em torno de 24 graus. Ao final, os participantes ainda puderam celebrar com um aulão de fit dance. 

Pontualmente às 7h, foi dada a primeira largada do dia, para o percurso de 6 km de ciclismo. Os amantes das bikes, inclusive, compareceram em excelente número. Meia hora depois dos ciclistas, foi a vez da galera do skate e dos patins partir para um desafio de 3 km. E já perto das 8h, a caminhada, também com 3 km de percurso. 

"Não sou praticante assídua do ciclismo, mas vim por estímulo de amigas e fiquei encantada. Achei o evento perfeito, com uma estrutura muito organizada. Não deixo de participar nunca mais", disse a supervisora comercial Astrid Pereira, de 57 anos, que pedalou na companhia da amiga Irglenia Galvão, 56, e da filha dela, Elen Galvão, 20.

E muitos transformaram a caminhada em corrida, como o aposentado Severino Gerônimo, de 71 anos. Corredor assíduo há mais de 50 anos, ele é conhecido como "frade maratonista" e sempre participa dos eventos com uma roupa característica e carregando a bandeira de Pernambuco. "Cheguei a me inscrever para a bike, mas soube que teria corrida e não resisti, apesar de também gostar muito de pedalar. O esporte, seja qual for, é bom demais. Só traz benefícios. Já fiz centenas de corridas, em mais de 10 países, e a animação é sempre a mesma", destacou o aposentado.

Antes e depois das provas, os participantes puderam contar com um serviço de manutenção de bicicletas, além de terem acesso a massagem, alongamento com técnicas de yoga e um estande com lanches para repor as energias. No espaço kids, atividades lúdicas fizeram a festa da criançada. E um mini half, com instrutores de skate, levou gente de todas as idades a experimentar deslizar sobre as rodinhas.

O vendedor Tiago da Silva Lima, de 33 anos, aproveitou para checar a calibragem dos pneus das bicicletas dele e do filho, Benjamin, de oito anos, antes da prova. "Participo de corridas há algum tempo, mas comecei a ver esse outro lado, da bike. Há um ano, pedalo todo sábado e comecei a levar Benjamin, que já está fazendo 10 km. É a primeira prova dele, achei importante para conhecer, interagir. E um evento com essa proposta, de unir vários esportes, é diferente", comentou Tiago. 

Comemoração dos skatistas e participação em família - "A entrada do skate nas Olimpíadas ajudou muito a diminuir rótulos. A inclusão da modalidade em um evento como esse é motivo para celebrar. Sempre gostei de andar, desde criança", comemorou Pedro Henrique Mendes, de 24 anos. 

O vendedor Richel Patriota, de 34 anos, também festejou o espaço dado para os skatistas. "Achei legal essa ideia de reunir esportes e dar espaço àqueles que não têm tantos eventos", garantiu, acompanhado da esposa, a professora Annielle Patriota, 35, que participou na caminhada, ao lado da filha do casal, Mariane, de um ano e meio, no carrinho de bebê. "Poder dar a outros esportes a mesma estrutura de segurança que é oferecida em uma corrida é uma iniciativa muito legal, pois permite que as pessoas possam ir à rua sem os riscos de carros", observou Annielle. 

A participação em família, inclusive, foi uma marca registrada do Vamos Passear no Recife. A estudante Jackeline Firmino, de 38 anos, contou com o apoio dos pais, Maria de Fátima Firmino, 64, e Antônio Cosmo, 74, para encarar um desafio daqueles. "Depois de 15 anos sem botar os patins nos pés, decidi encarar o desafio. Quando soube que ia ter patins, me animei, comprei um par pela internet e vim na cara e na coragem. Valeu muito a pena", afirmou, devidamente paramentada com os equipamentos de segurança e muito incentivo da família, que não ficou só na plateia.

Antônio é corredor assíduo, enquanto Maria de Fátima caminha sempre na companhia da filha. "Mas é ele quem arrasta todo mundo", contou Maria de Fátima. "Comecei a correr em 2018, por causa da diabetes e da pressão alta. Hoje, já faço 10 km e meus exames estão todos ótimos", disse Antônio, um exemplo do quanto o esporte pode fazer a diferença na qualidade de vida. 

A segunda edição do Vamos Passear, encerrada em Recife, passou também por Salvador (BA), Brasília (DF), Rio de Janeiro (RJ) e São Paulo (SP).

O Vamos Passear foi patrocinado pela Brasilprev, por meio da Lei de Incentivo ao Esporte, com organização da Fundação Special Olympics Brasil – Promoção de Eventos e apoio da Secretaria Especial do Esporte do Ministério da Cidadania.

Etapas de 2022
- 01/05 – Salvador (BA)   
- 15/05 – Brasília (DF) 
- 05/06 – Rio de Janeiro (RJ) 
- 19/06 – São Paulo (SP) 
- 26/06 – Recife (PE)

Sobre a Olimpíadas Especiais Brasil - Projeto global sem fins lucrativos, a Special Olympics é um movimento centrado no desporto, fundado em 1968 por Eunice Kennedy Shriver – irmã do 35° presidente dos Estados Unidos, John F Kennedy. Trata-se de uma organização internacional criada para apoiar pessoas com deficiência intelectual a desenvolverem a sua autoconfiança, capacidades de relacionamento interpessoal e sentido de realização por meio do esporte.

Acreditada pela Special Olympics International, as Olimpíadas Especiais Brasil atuam nas seguintes modalidades esportivas: atletismo, águas abertas, basquete, bocha, ciclismo, futebol, natação, handebol, ginástica rítmica, tênis, tênis de mesa, vôlei de praia e judô, além dos Programas: APLs (Atleta Líder), Escolas Unificadas, Atletas Saudáveis, Atletas Jovens, MATP (Programa de Treinamento em Atividade Motora) e Famílias. Tendo o país quase seis milhões de pessoas com deficiência intelectual, as Olimpíadas Especiais Brasil possuem 32 mil atletas treinando e 25 mil competindo durante todo o ano.

Filosofia - A Special Olympics tem como filosofia dar oportunidade a todos os atletas, independentemente do nível de habilidade, promovendo diversas competições, nas mais diferentes regiões do mundo, durante todo o ano. O programa é conduzido por voluntários e, por meio de treinamentos esportivos e competições de qualidade, melhora a vida das pessoas com deficiência intelectual e, consequentemente, de todas as pessoas que as cercam.

Embaixadores - A Special Olympics conta, em nível local e global, com uma série de embaixadores que vestem a camisa do movimento e ajudam a levar adiante a causa. No Brasil, as OEB são apoiadas por nomes como os jogadores de futebol Cafu, Ricardinho, Romário, Zico, Lucas Moura e Willian Bigode, os jogadores de vôlei Jakie Silva e Giba, e as campeãs de nado sincronizado Bia e Bianca. No mundo, além de nomes importantes do esporte, artistas como Avril Lavigne, Brooklyn Decker Roddick, Charles Melton, Eddie Barbanell, Maureen McCormick, Chris Pratt e Katherine Schwarzenegger.

Sobre a Brasilprev - Com 28 anos de atuação, a Brasilprev Seguros e Previdência S.A. tem como acionistas a BB Seguros, braço de seguros, capitalização e previdência privada do Banco do Brasil, e a Principal, uma das principais instituições financeiras dos Estados Unidos. Líder do setor, a companhia conta com mais de R$ 318 bilhões em ativos sob gestão e uma carteira de 2,4 milhões de clientes. Especialista no negócio de previdência privada, com produtos acessíveis e serviços diferenciados, a Brasilprev conta com a rede de agências do Banco do Brasil como seu principal canal de distribuição.


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