15/06/2021 às 16h49min - Atualizada em 15/06/2021 às 17h30min

Panorama global do Bitcoin: Principais vantagens para o investidor brasileiro

Inicialmente desconfiado, investidores mais tradicionais são conquistados pelo Bitcoin pelas possibilidades que o ativo digital pode oferecer

SALA DA NOTÍCIA Analina Arouche
Divulgação

*Beto Assad

 

Nos últimos anos, as criptomoedas ganharam rápida popularização. No entanto, logo no início, enfrentavam a desconfiança dos investidores mais tradicionais, os mesmos que agora estão se rendendo a todas as possibilidades que os ativos digitais podem oferecer. Dentre elas, a moeda que se destaca como a principal e mais famosa é o Bitcoin (BTC) que, de novembro de 2020 a abril de 2021, apresentou uma valorização impressionante, de mais de 400%.

Nos Estados Unidos, grandes empresas já aceitam o BTC como forma de pagamento, movimento que só tende a crescer. No Brasil, a cidade de São Paulo já é listada como uma das capitais da América Latina onde muitos estabelecimentos aceitam o bitcoin para vender seus produtos e serviços. Assim, listo abaixo as vantagens de investir na principal moeda digital do mundo:

  • Valorização

O primeiro aspecto é a valorização, visto a escalada de alta da criptomoeda, que foi impressionante. Considerando um período de 10 anos, aproximadamente, o bitcoin valia em torno de US$ 0,73, no início de abril. Olhando agora para o mesmo período em 2021, a moeda está valendo em torno de US$ 58.400, uma valorização impressionante de 7.999.900%. Mesmo já tendo disparado nos últimos anos, especialistas apontam que o bitcoin tem espaço para crescer mais ainda com sua aceitação, que também é ascendente. Mas, vale sempre lembrar que a rentabilidade passada não é garantia de rentabilidade futura. Quedas podem representar oportunidades, desde que o investidor tenha conhecimento do risco que está assumindo.

  • Serviço não centralizado

Por ser uma moeda digital, o governo não pode congelar ou confiscar seus bitcoins, assim como pode fazer com as moedas do país. Quem se lembra do Plano Collor sabe bem o que isso significa. Isso acontece pela falta de controle governamental e de intermediários financeiros.

  • Controle total do usuário

Quem tem bitcoin tem total liberdade e controle sobre suas transações. Isso acontece, pois não há controle dos governos mundiais sobre o BTC. Atualmente, no Brasil, o investidor é obrigado a declarar a posse de bitcoins pelo seu custo de aquisição, mas só paga imposto caso venda criptomoedas com lucro em valores superiores a R$ 35 mil. Porém, caso haja interesse em pagar contas, ou doar bitcoins, é possível fazer isso sem qualquer intervenção governamental. 

  •  Segurança

O funcionamento das criptomoedas é baseado na segurança da tecnologia do blockchain. Trata-se de um tipo de base de dados que guarda registros de transações, além de ser à prova de violação. Essa segurança do sistema, aliada ao fato de dispensar o uso de dados pessoais, traz tranquilidade aos usuários contra fraudes.

  • Compras em qualquer lugar do mundo / moeda universal

É possível realizar negócios em qualquer parte do mundo, desde que o vendedor receba bitcoins como forma de pagamento. O bitcoin é uma moeda universal e, assim, não precisa passar por conversões monetárias. Essa é a legítima globalização do dinheiro.

  • Acesso às informações

Até pouco tempo, o bitcoin era considerado um mistério, já que poucas pessoas entendiam o funcionamento do criptoativo e tinham receio de investir. Hoje, já existem diversos sites especializados em finanças pessoais e investimentos com muita informação sobre o BTC, facilitando o acesso a quem deseja investir na principal criptomoeda do mundo.

  • Fácil armazenamento

Já ouviu falar em carteiras digitais? Pois é, assim como você guarda seu dinheiro em uma carteira, no mundo das criptomoedas não é diferente. Você precisa guardar seus bitcoins com segurança para não sofrer ataques virtuais ou perdê-los. As wallets (carteiras digitais) são responsáveis por armazenar as suas chaves públicas, que permitem a outras pessoas realizarem depósitos na sua conta; e as chaves privadas, que dão acesso ao seu saldo. Acessos esses, que garantem o controle total de seus criptoativos.

Você também pode optar pelas software wallets (programas de computador, como uma internet banking), hardware wallets (como um pendrive, que armazena todos os dados e não necessita de internet para transações) e paper wallets (carteiras impressas que não permitem o gerenciamento pela internet). Para os especialistas, as mais seguras são as do tipo hardware, por serem menos suscetíveis a ataques de hackers. Enfim, escolha a que mais se adequa ao seu perfil e basta cuidar muito bem dos seus bitcoins. 

 

*Beto Assad é analista de ações e consultor financeiro para o Kinvo, aplicativo que consolida investimentos de bancos e corretoras em um só lugar.
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