17/06/2021 às 11h15min - Atualizada em 17/06/2021 às 11h40min

Lombalgia: causas, diagnóstico e tratamentos

Saiba de uma vez por todas como curar a dor na região lombar

SALA DA NOTÍCIA Luiz Affonso
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Dor que atinge a região lombar, a área mais baixa da coluna próxima à bacia, a lombalgia é um problema muito comum, que acomete 80% da população mundial em algum momento da vida, segundo informações da Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR). Mas por possuir causas variadas, os sintomas não podem ser negligenciados. É preciso identificar a origem e realizar os cuidados necessários para evitar o agravamento do quadro.

 

Má postura, esforço repetitivo, inflamação do nervo ciático e hérnia de disco são algumas das muitas causas que podem levar à lombalgia. “Como existe um grande número de estruturas na coluna - ligamentos, tendões, músculos, ossos, articulações, disco intervertebral - há inúmeras causas diferentes para a dor”, esclarece a SBR. Também há causas que não estão diretamente relacionadas à coluna, como cálculos renais e tumores.

 

Na maioria das vezes, a lombalgia não significa um problema complexo. No entanto, ela sempre deve ser investigada. Por isso, é importante estar atento aos sintomas, que podem se manifestar de forma aguda ou crônica.

Como identificar

Entre os sinais mais comuns da lombalgia estão a sensação de queimação; “coluna travada”, quando há incapacidade de ficar em pé ou movimentar livremente; e irradiação da dor para a perna com ou sem dormência.

 

No caso da lombalgia aguda, o paciente sente uma dor intensa e súbita. Pode ser causada por um “mau jeito” ou espasmos musculares. Geralmente, acomete pessoas mais jovens. Já a forma crônica é menos intensa, mas persistente. Embora possa ser diagnosticada em pessoas de todas as idades, é mais comum a partir dos 50 anos.

 

Para evitar que a lombalgia aguda evolua para a crônica é importante tomar alguns cuidados, como a correção da postura. “Frequentemente o problema é postural, isto é, causado por uma má posição para sentar, para se deitar, para se abaixar no chão ou para carregar algum objeto pesado”, considera o Ministério da Saúde que orienta, ainda, a prática de atividade física com supervisão e a não utilização de colchões muito moles ou muito duros.

Diagnóstico

Para diagnosticar a causa da lombalgia é necessário procurar orientação médica. Na maior parte das vezes, o diagnóstico é clínico. “Exames de imagem em geral não são solicitados em lombalgias agudas, apenas nos casos em que são observados alguns sinais de alerta como febre, perda de peso, déficit neurológico, idade acima de 50 anos e trauma”, informa a SBR.

 

Se a dor persistir por um período maior do que quatro semanas, é necessário pedir exames de imagem. Os tipos de avaliação variam de acordo com as condições de cada paciente.

 

A ressonância magnética de coluna lombar, por exemplo, é uma exame bem detalhado, indicado para detectar doenças infecciosas, degenerativas, inflamatórias, traumas e tumores. Para diagnósticos mais simples, pode ser solicitado um raio x simples.

Tratamento e prevenção

O tratamento também varia conforme o diagnóstico. Na lombalgia aguda é direcionado ao alívio da dor, o que pode ser conseguido com a indicação de medicamentos, repouso parcial, compressas, massagens e fisioterapia. Para os casos de lombalgia crônica, é necessário o acompanhamento médico contínuo.

 

Alguns cuidados podem ajudar na prevenção, como alimentação saudável, prática regular de exercícios, hidratação, evitar a obesidade, ficar atento à postura correta, não usar sapatos instáveis, fazer o consumo adequado de cálcio, dentre outros.

 


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