21/07/2022 às 13h09min - Atualizada em 21/07/2022 às 13h09min

Família confirma morte de bebê de 3 meses espancado em Caçador

Menino foi internado no Meio-Oeste, mas precisou ser transferido de ambulância para o hospital de Florianópolis. A informação sobre a morte do bebê foi confirmada pela família nesta quinta-feira (21)

Marcos Antonio - Marcos Imprensa
WILLIAN RICARDO NDMAIS , CHAPECÓ
O bebê de três meses espancado por um casal de cuidadores no município de Caçador, no Meio-Oeste de Santa Catarina, teve a morte cerebral confirmada no início da tarde desta quinta-feira (21). A informação foi confirmada por familiares.

O pequeno estava internado na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do Hospital Joana de Gusmão, em Florianópolis, após ser transferido devido à gravidade do seu estado de saúde.

Ainda na quarta-feira (20), a família recebeu a informação sobre o início do protocolo de morte cerebral, o que foi encerrado no fim da manhã desta quinta após novos exames. A informação apurada pelo ND+ não foi confirmada pela direção do hospital em razão da LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados).

A mãe da criança acompanha os trâmites em Florianópolis. Já o pai do bebê está em Boa Vista, Roraima, e tenta viajar para Santa Catarina. O corpo deve ser transferido para Caçador onde mora a família.

Violência

Os cuidadores, de 19 e 21 anos, foram presos em flagrante na última segunda-feira (18) suspeitos de agressões físicas contra o bebê. A criança deu entrada na emergência do Hospital Maicé, em Caçador, com diversas lesões pelo corpo e com parada cardiorrespiratória.

De acordo com o delegado da Polícia Civil, Fabiano Locatelli, o estado da saúde do menino era considerado bastante grave.
O casal era responsável por cuidar do bebê enquanto a mãe trabalhava. Eles recebiam um valor mensal para cuidar da criança e não mantinham nenhuma relação de parentesco com a vítima. “A mãe da menina é venezuelana. O pai também, mas mora em outro Estado, informou o delegado.
Ela contou que deixou o filho com o casal por volta das 10h20 e que recebeu uma ligação às 14h. Na conversa, a suspeita contou que levou o bebê para o Hospital Maicé, pois ele estaria com dificuldades para respirar.



Laudo pericial

A Polícia Civil informou que o laudo pericial elaborado pelo médico legista apontou a existência de lesões cerebrais e corporais, compatíveis com a prática de “shaken baby”.

A prática é conhecida como a síndrome do bebê sacudido, que ocorre quando um adulto chacoalha o bebê de forma agressiva causando graves danos cerebrais. O laudo também apontou lesões no rosto, na cabeça, costas e nádegas.

Ainda conforme o delegado, a investigação também identificou que o casal cuidava de outras crianças, mas não há informações de outras vítimas.

investigado. O casal foi indiciado pela prática do crime de lesão corporal de natureza grave, com a incidência de dispositivos da lei Henry Borel (Lei nº 14.344/2022), aprovada no último dia 24 de maio, criando mecanismos para a prevenção e o enfrentamento da violência doméstica e familiar contra a criança e o adolescente.

Polêmica

O transporte do bebê para o hospital da Capital, inclusive, está cercado por uma polêmica. O governo do Estado afirmou que não recebeu solicitações para o transporte aéreo, enquanto deputados denunciam que a aeronave estava em uso para “fins políticos”.


A denúncia partiu dos deputados Bruno Souza (Novo) e Jessé Lopes (PL), durante sessão na Alesc (Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina), nesta quarta-feira (20). O governo estadual prontamente rebateu as acusações, chamando-as de fake news.




 
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