04/08/2022 às 16h46min - Atualizada em 05/08/2022 às 00h01min

Saúde integrativa lança olhar mais amplo para questões de saúde e propõe reumanizar cuidados

Unaccam atua com foco no paciente e sua saúde, não apenas nas doenças que ele possa ter

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“A saúde é um estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não apenas a ausência de doença ou enfermidade”. A definição é da Organização Mundial da Saúde (OMS) e vai ao encontro do que propõe a saúde integrativa, um novo modelo de cuidado centrado no paciente que combina a medicina ocidental a outras abordagens baseadas em evidências científicas - e que nos leva, neste 5 de agosto, Dia Nacional da Saúde, a refletir sobre como tratar e ser tratados no que diz respeito à saúde.

“Para a saúde integrativa, todo o cuidado deve ser centrado no paciente e em sua saúde, não em doenças. Na oncologia, por exemplo, não é o câncer de mama que importa, é a senhora Josefa, que tem sua história de vida, tem muitas experiências e questões, e também tem câncer de mama”, explica o oncopediatra Ricardo Ghelman, que é conselheiro e docente dos cursos da Unaccam - União e Apoio no Combate ao Câncer de Mama.

Conforme o médico, que também é presidente do Consórcio Acadêmico Brasileiro de Saúde Integrativa (CABSIN), a proposta da saúde integrativa não é substituir a alopatia, mas ampliar o olhar lançado sobre as questões de saúde, incluindo as práticas alopáticas. Não à toa, o modelo é reconhecido e recomendado pela OMS - e suas práticas foram incluídas no Sistema Único de Saúde brasileiro por meio da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC).

“O cuidado que tem sido feito no mundo inteiro se baseia num modelo do século 19 que compartimenta o ser humano, o que leva à especialização. À medida que isso vira um modelo de cuidado, o que se perde? O próprio ser humano. E isso gera muita insatisfação, porque o médico hoje só pede exames, não conversa, não examina”, diz. A ideia é, então, que o atendimento seja reumanizado, que o profissional de saúde olhe para o paciente por inteiro e que os tratamentos possam ir além da medicação.

Três pilares

Ghelman explica que a saúde integrativa se baseia em três categorias de cuidado, ou pilares. O primeiro são os diferentes sistemas médicos orientais (ayurveda, medicina tradicional chinesa, medicina unani) e ocidentais (alopatia, homeopatia, naturopatia, medicina antroposófica). 

O segundo é formado pelos produtos naturais, como plantas medicinais e óleos essenciais. Por fim, há as terapias não farmacológicas que dependem de formação profissional na área da saúde, como a arteterapia, a dançaterapia, a terapia comunitária integrativa.

O ponto comum entre todos os tratamentos aplicados dentro do modelo é que eles precisam ser embasados por pesquisas científicas. “É importante dizer que precisamos separar o joio do trigo nessa área. Tem pessoas que utilizam o conceito “integrativo”, mas que não trabalham com iniciativas com base científica e isso atrapalha a implementação da área, porque sem a pesquisa não conseguimos saber o que funciona ou não”, alerta Ghelman.

Na Unaccam, a saúde integrativa é mais do que um conceito, é uma prática adotada no cuidado prestado às pacientes. “Já está comprovado que, quando consideramos o bem-estar físico, mental, emocional, social e espiritual da paciente, o resultado final é muito melhor. Esses aspectos humanos são indissociáveis e devem ser levados em conta, do diagnóstico ao pós-tratamento”, afirma Clarisia Ramos, presidente da Unaccam. O tema também é contemplado no curso de Saúde Mamária oferecido gratuitamente pela entidade. A capacitação está em sua vigésima sexta edição e já formou mais de 2 mil pessoas. 

Neste mês de agosto, a Unaccam promoverá, também, o INSPIRE 2.2, um evento voltado às práticas integrativas. O encontro será no dia 27, das 9h às 18h, no Círculo Militar de São Paulo. Mais informações no site https://www.unaccam.org.br/

 


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