22/06/2021 às 12h25min - Atualizada em 23/06/2021 às 00h00min

Obesidade: causas e consequências para a saúde das mulheres

A Dra. Danielle Miyamoto falou sobre como a obesidade afeta a saúde das mulheres

SALA DA NOTÍCIA Salatiel Araújo
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Divulgação
A obesidade é uma doença crônica e que tem crescido rapidamente no século XXI, tornando-se um problema de saúde pública. Segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), entre 2003 e 2019, o número de obesos com mais de 20 anos no Brasil mais do que dobrou. No mesmo período, a obesidade feminina passou de 14,5% para 30,2% e se manteve acima do crescimento da obesidade masculina, que subiu de 9,6% para 22,8%.
Como identificar?
A maneira mais comum de se saber quando um indivíduo tem um quadro de obesidade é o IMC (Índice de Massa Corporal). Mulheres com IMC de 25 a 29,9 são consideradas com sobrepeso e mulheres com IMC de 30 ou mais têm obesidade.
Entretanto, a mastologista, ginecologista e obstetra Dra. Danielle Miyamoto ressalta: “O IMC é menos preciso em algumas pessoas do que em outras. Por exemplo, se uma pessoa é muito musculosa, pode ser saudável mesmo se o IMC estiver acima de 25, pois o músculo pesa mais do que a gordura”.
Outra maneira de saber se o peso de uma pessoa está ideal é medir a circunferência da cintura. “Pesquisadores e médicos concordaram que mulheres com circunferência da cintura maior que 35 polegadas correm maior risco de muitos problemas de saúde causados ​​por sobrepeso ou obesidade”, conta a doutora.
Causas da obesidade
O corpo precisa de calorias para funcionar, mas quando ele consome mais calorias do que utiliza, o indivíduo naturalmente ganhará peso, pois essas calorias serão armazenadas em forma de gordura.
A obesidade é uma doença complexa e multifatorial, que acontece ao longo de um período de tempo. A Dra. Miyamoto destacou a questão familiar: "O contexto no qual você cresce e vive também influencia no ganho de peso, já que seus pais ou responsáveis ​​determinam a sua alimentação e atividades físicas”.
O metabolismo também é um fator importante. “É a rapidez com que seu corpo queima calorias, podendo afetar o ganho e a perda de peso. Os homens geralmente têm mais músculos e menos gordura do que as mulheres, então seus corpos podem queimar calorias mais rapidamente. O metabolismo das mulheres pode mudar ao longo da vida, como ocorre com as mudanças hormonais durante a puberdade, gravidez e menopausa”, explica a Dra. Danielle Miyamoto.
Consequências para a saúde das mulheres
A obesidade causa indiretamente milhões de mortes ao redor do mundo a cada ano, pois aumenta o risco de surgirem muitos problemas de saúde adjacentes.
“Mulheres com obesidade têm maior risco comprovado de desenvolver alguns tipos diferentes de câncer, como o de mama, cólon e reto, estômago, esôfago, fígado, rim, meningioma, mieloma múltiplo, câncer de pâncreas, ovário, dentre outros”, exemplifica a Dra. Miyamoto.
A ameaça da diabetes também se faz presente, como conta a doutora: “O peso extra aumenta a probabilidade de desenvolver diabetes, assim como a perda de peso pode preveni-la”.
Além disso, diversas outras comorbidades podem aparecer, como doenças cardíacas, pressão alta, colesterol alto, infertilidade e até mesmo um acidente vascular encefálico. 
“A perda de peso, mesmo que pequena, 3% a 5% do seu peso corporal ou menos, pode ajudar a diminuir o risco da maioria destes problemas de saúde”, complementa a mastologista, ginecologista e obstetra Dra. Danielle Miyamoto.
 
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