24/06/2021 às 20h11min - Atualizada em 24/06/2021 às 20h11min

Desastres e apagões: como SC se prepara para novo ciclone

Previsão é de temporais com raios, ventanias e chances de queda de granizo em várias regiões do Estado; veja quais os planos de ações

Marcos Antonio - Marcos Imprensa
NDMAIS:LORENZO DORNELLES, FLORIANÓPOLIS
Santa Catarina tem previsão para ciclone nesta quinta. Como o Estado se prepara para novos estragos? – Foto: Cristiano Estrela / Secom / Divulgação / ND
Com a previsão de novos temporais em Santa Catarina nesta quinta-feira (24), por conta do avanço de um ciclone extratropical no Litoral do Uruguai, o Estado se prepara para tentar amenizar os possíveis danos, e evitar novos episódios de desastres e apagões.

A Defesa Civil e a Celesc (Centrais Elétricas de Santa Catarina) informaram que já estão com equipes de prontidão ,tendo em vista a condição climática, e apostam em forças-tarefa em casos de necessidade.


A previsão do tempo indica riscos de temporais com granizo, ventos fortes e quedas de raios no Estado. A condição é associada a uma frente fria com o avanço de um ciclone extratropical vindo do Litoral uruguaio.

Os ventos podem ter rajadas de até 80 km/h do Oeste ao Litoral Sul e entre 40 km/h e 60 km/h no resto do Estado. Há risco para estragos como queda de galhos e interrupção do fornecimento de energia elétrica, segundo a Defesa Civil.

Os temporais devem atingir principalmente a área entre o Extremo-Oeste e o Planalto Sul, conforme destacado no mapa abaixo:



Alerta de temporais em Santa Catarina nesta quinta-feira (24) – Foto: Divulgação/Defesa CivilMunicípios em observação para ocorrências

A Defesa Civil trabalha em um sistema de proteção específico para cada município. De acordo com o órgão, as cidades com maiores riscos para ocorrências já foram avisadas há mais de 48h sobre as condições do tempo.

Tanto no campo estadual, quanto para cada município, os GRACs (Grupos Integrados de Resposta de Ações Coordenadas) estão em observação nas localidades destacadas no mapa da Defesa Civil: a faixa entre o Extremo-Oeste e o Planalto Sul, principalmente perto da divisa com o Rio Grande do Sul.

Assim, equipes do órgão no Estado ficam “em prontidão” para a realização de uma força-tarefa no município que precisar de ajuda extra.

Previsão de desastres específicos com 2h de antecedência

Além da observação nas regiões mais propícias a ocorrências por conta da chuva, a Defesa Civil trabalha com um sistema de análise que permite prever desastres em áreas específicas.

O Nowcasting permite que avisos sejam enviados para a população de áreas suscetíveis via SMS com duas horas de antecedência, e deixa em alerta as equipes daquela localidade para que possam agir contra maiores estragos.

Comitê de crise contra apagões

O tornado que atingiu Santa Catarina no fim do mês de maio causou graves transtornos em várias cidades do Meio-Oeste catarinense, que chegaram a ficar dias sem energia elétrica.

A Celesc informou que já está em estado de atenção com a previsão do tempo, e trabalha para lidar com rapidez aos eventuais problemas.

“A Celesc está atenta aos avisos das previsões climáticas e já colocou suas equipes de prontidão. Um comitê de crise será acionado, no caso de danos a rede elétrica”, disse, em nota, a empresa.

O objetivo é ter uma equipe central para dar auxílio aos municípios que tenham falta de luz. “O comitê, formado por engenheiros e técnicos da Companhia, tem a função de assessorar as regiões eventualmente atingidas para atender especificidades”, explica a Celesc.

Risco de ciclone-bomba em SC?

Segundo a Epagri/Ciram, o ciclone bomba, como o que já ocorreu no Estado em 2020, acontece devido à alta variação de pressão em um intervalo de 24 horas, que pode ocasionar mudanças repentinas no tempo de uma região.
A plataforma Climatempo diz que os modelos atmosféricos divergem um pouco sobre a queda da pressão do ciclone em formação na costa do Uruguai atualmente. No entanto, esse ciclone não entra na categoria de “ciclone bomba”, pois sua pressão não cai rápido o suficiente.“De
qualquer forma, vale ressaltar que é um ciclone extratropical forte que vai provocar ventos entre o Rio Grande do Sul e Santa Catarina, grandes acumulados de chuva, queda de granizo e com grande potencial para diversos transtornos.”, informa a Climatempo.

Na avaliação do meteorologista Piter Scheuer, é apenas uma frente fria que favorece a ocorrência de chuva. Ele acredita que não há condições para que o fenômeno “ciclone bomba” seja registrado no Estado.

“O ciclone está muito ao Sul. O mais importante são os impactos que trará ao Estado. Influencia na frente fria, com riscos para temporais, descargas elétricas e tempestade severa, principalmente, no Oeste e Meio-Oeste. Traz também ventos fortes, que já estão soprando no Estado, sobretudo, no Oeste e Litoral Sul”, explica a meteorologista da Epagri/Ciram, Gilsânia Cruz.


 
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