29/06/2021 às 08h24min - Atualizada em 29/06/2021 às 19h30min

ABIMAQ realizou três reuniões com fabricantes de máquinas para concorrência na importação do aço

Com a presença de centenas de empresas associadas, foram realizadas três reuniões, com a Duferco, Baosteel e Comexport sobre fornecimento de aço

SALA DA NOTÍCIA Vervi Assessoria

Na reunião com a empresa DUFERCO, uma das maiores tradings de aço do mundo que conta com instalações físicas no Brasil para prover importação de produtos siderúrgicos ao mercado brasileiro, no dia 14 de junho, via plataforma online ZOOM, foi realizada uma apresentação institucional da empresa com detalhes sobre as linhas de produtos, modalidades logísticas e serviços financeiros envolvidos nas operações de importação para mitigar riscos cambiais.

De acordo com José Velloso, presidente executivo da ABIMAQ, foi uma oportunidade para profissionais dos departamentos de compras das associadas tirarem suas dúvidas sobre importação de aço.

“A  BAOSTEEL, ainda de acordo com Velloso, está entre as 3 maiores siderúrgicas do mundo e sua apresentação expôs sua capacidade de fornecimento de aço ao mercado brasileiro, qualidade e especificações de seus produtos e assistência técnica. Os associados interessados em diversificar seus canais de fornecimento de aço tiveram ainda nesta mesma reunião a apresentação da trading COMEXPORT que tratou das possibilidades de importação com financiamento em reais de aço e lotes mínimos diferenciados”, explicou.

A ideia dos encontros foi permitir que as empresas fabricantes de máquinas, equipamentos e outros bens de capital do país, se organizem para discutir um programa de importação de aço de forma a garantir a regularização do abastecimento da matéria-prima.

“Além disso – argumenta Velloso, os preços praticados pelas siderúrgicas e distribuidores locais estão mais elevados que o material importado (acima de 10%, chegando a 30 e a 40%), principalmente na rede varejista – que vende o material em lotes menores. Ainda será oferecido beneficiamento da matéria prima, como corte, solda, dobra e etc”.

“O objetivo é importar uma parcela do que se consome e, assim, completar o volume que é adquirido no Brasil. Estamos na busca da livre concorrência, com mais opções dado o grande aumento de custos no mercado.”

De acordo com Marcos Perez, superintendente de mercado interno na ABIMAQ, “a avaliação é que o desarranjo que ocorreu no fornecimento da cadeia produtiva de insumos e materiais no país não vai se ajustar tão cedo – há empresa do setor que prevê dificuldades para conseguir material, com regularidade de entrega, até o final do ano”.

Entre as 40 câmaras setoriais que participaram das reuniões, quatro delas já se reuniram no fim de maio com importadores para indicar volumes de pedidos. Elas são ligadas ao agronegócio (fabricação de implementos e máquinas agrícolas, silos para armazenagem e equipamentos de irrigação.

Do volume de aço consumido no país, a fabricação de bens de capital (máquina, equipamento e implemento agrícola) responde por 20,5%. O consumo nacional total foi de 21,5 milhões de toneladas em 2020.


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