28/06/2021 às 17h36min - Atualizada em 30/06/2021 às 00h00min

Tecnologia deve prolongar “boom” imobiliário mesmo depois da pandemia

*Felipe dos Santos, CEO da Play2Sell

SALA DA NOTÍCIA Nicolas Adão
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Investir em tecnologia, ao longo das últimas décadas, passou a fazer parte do plano de negócios e expansão de muitas empresas. Desde então, novas soluções, cada vez mais avançadas e inteligentes, surgiram com a missão de revolucionar o mercado e impulsionar o crescimento econômico de diversas áreas. No âmbito imobiliário não foi muito diferente. Há alguns anos, construtoras e incorporadoras passaram a direcionar atenção para tecnologia e como esta pode otimizar, de alguma forma, o dia a dia do setor.

Surpreendendo os mais experientes do setor, o mercado imobiliário se manteve aquecido e driblou a crise econômica, causada pela Covid-19, sendo um dos poucos a crescer em 2020. Segundo a Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrinc), as vendas de empreendimentos devem crescer 35% em 2021, mesmo com os ajustes da Selic e as eventuais altas nas taxas de juros. Mas, afinal, quais são os impactos que a tecnologia pode causar no mercado imobiliário?

Para iniciar, é importante destacar que após alguns períodos de crise e estagnação, o mercado buscou alternativas para reverter o baixo volume de vendas e, à medida em que a vida tornou-se mais dinâmica e competitiva, empresas atuantes da área entenderam a força que a tecnologia tem para gerar novos negócios e buscaram alternativas para atrair o consumidor final, investindo em inovação.

De tour virtuais à projeção de empreendimentos em realidade aumentada, inteligência artificial, plataformas de CRM e treinamentos baseados em gamificação, cada vez mais o setor faz uso dos benefícios que a tecnologia oferece e aperfeiçoou seu relacionamento com o cliente final, este que chega cada vez mais com mais respostas que dúvidas.

A tecnologia, além de transformar o mercado imobiliário - um dos mais tradicionais e burocráticos - colocou o cliente no centro das atenções e abriu caminho para o surgimento de tendências, que dia após dia, se fortalecem e provam ser mais eficazes e assertivas para o setor. Dessa forma, é possível afirmar que em um futuro (bem próximo) analógico e digital vão caminhar em uma mesma sintonia para coexistir, que será fundamental para o desenvolvimento do setor, que tende a ficar menos burocrático e mais conectado.

Estas soluções tecnológicas provaram ser eficazes e assertivas e dia a dia rompem as barreiras, que até pouco tempo impediam a digitalização do setor, mesmo sendo um processo disruptivo e que demanda algum tempo para adaptação. Em linhas gerais, unir tecnologia à estratégia de crescimento do mercado imobiliário, beneficia todo um ecossistema, impactando positivamente a empresa e o consumidor final.

Por fim, o processo de digitalização e inovação no setor não é apenas uma tendência passageira e veio para ficar. O mercado deverá se beneficiar por um bom tempo de novas tecnologias e soluções e impulsionar ainda mais um crescimento sustentável de longo prazo do setor imobiliário.

*Felipe dos Santos é formado em economia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul e atualmente é CEO e sócio-fundador da Play2Sell - plataforma especializada no treinamento de vendedores por meio de games no Brasil.


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