28/07/2020 às 13h13min - Atualizada em 28/07/2020 às 13h15min

Falta mão de obra qualificada para operar drones no agronegócio

O CEO do Grupo VMX Agro, Carlos Cesar Floriano, afirma que já existem vários empresários que utilizam a tecnologia, mas falta mão de obra.

DINO
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Falta mao de obra qualificada

As novas tecnologias estão possibilitando uma série de novas carreiras e profissões antes inimagináveis. Segundo um relatório intitulado o “Mercado global de veículos aéreos não tripulados (UAV) 2020-2026: previsão de tendências e oportunidade de crescimento”, publicado pela Research and Markets, o setor deverá ultrapassar 32,83 bilhões de dólares até 2026 em termos de receita anual. No Brasil um dos setores que acompanham de perto a evolução da tecnologia é o agronegócio.

O CEO do Grupo VMX Agro, Carlos Cesar Floriano, afirma que já existem vários empresários que utilizam a tecnologia, mas falta mão de obra. “Ainda sentimos falta de profissionais qualificados para gerenciar os equipamentos e coletar os dados necessários”, afirma o executivo.

Segundo Carlos Cesar Floriano, os drones podem desempenhar diversas funções e têm ocupado cada vez mais espaço na agricultura e na pecuária. “Sentimos a necessidade de novas tecnologias em nossas operações, mas a falta de profissionais que operam os equipamentos é um entrave para novos investimentos no setor”, complementa destacando que o setor público e privado precisa se unir para reduzir a falta de profissionais capacitados.

Em fase de regulamentação

A Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) colocou em consulta pública, por 60 dias, a proposta de Instrução Normativa (IN) para regulamentação do uso de aeronaves remotamente pilotadas (RPA), mais conhecidas como drones, em atividades agropecuárias. Dentre as atividades que podem ser realizadas com drones, destacam-se topografia, imageamento, monitoramento de culturas, plantio, aplicação de defensivos agrícolas, dentre outras. 

As normas deverão ser aplicadas para equipamentos pertencentes as classes 2 (de mais de 25 kg até 150 kg de peso total) e 3 (até 25 kg de peso total), destinadas à aplicação de defensivos, adjuvantes, fertilizantes, inoculantes, corretivos e sementes. “Se for instituído dentro de normas padrões, acredito que a ferramenta será muito útil para o desenvolvimento ainda maior da tecnologia no campo”, conclui Carlos Cesar Floriano.

Pela proposta, a Instrução Normativa deverá prevê o registro de operadores que utilizem RPA na agricultura, englobando corpo técnico qualificado, com pilotos com curso de piloto agrícola remoto e responsável técnico para coordenar as atividades. Também devem estar previstos os requisitos das aeronaves e equipamentos, e o plano de destinação de resíduos; o registro de entidades de ensino para ministrarem curso de piloto agrícola remoto; os requisitos operacionais e de segurança operacional, envolvendo a segurança aos operadores e distâncias mínimas a serem respeitadas nas aplicações. O texto da minuta pode ser acessado por este link e as sugestões deverão ser encaminhadas por formulário disponível neste link.



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