18/08/2020 às 14h31min - Atualizada em 18/08/2020 às 14h33min

Asma grave pode custar mais de R$146 milhões para a saúde pública

Pacientes têm maior risco de passar por crises severas que podem demandar atendimentos em pronto socorro ou mesmo hospitalizações

DINO
https://www.sanofi.com.br/

A asma, doença respiratória crônica causada por uma inflamação que afeta as vias aéreas e dificulta a respiração, quando manifestada em sua forma grave pode custar R$ 146,4 milhões por ano para a saúde pública no Brasil. O número é de um estudo realizado nacionalmente para estimar o peso econômico da asma severa no Sistema de Saúde Público e considera os custos diretos e indiretos dos pacientes.

Estima-se que 20 milhões de pessoas no mundo têm asma, considerando crianças, adolescentes e adultos. Aquelas que enfrentam a forma grave da doença representam 3,7% do total de casos.

Os pacientes com asma grave não controlada convivem com tosse, chiado no peito e dificuldade para respirar. Esses pacientes têm maior risco de passar por crises graves que podem demandar atendimentos em pronto-socorro ou mesmo hospitalizações. Um estudo nacional com 74 pacientes com asma grave não controlada de um centro de referência de asma grave revelou que 63% foram hospitalizados 5 vezes ou mais por exacerbação da doença, 34% foram hospitalizados no ano anterior a avaliação e 50% deles necessitaram internação em UTI.

A doença
A asma pode ser dividida em três tipos segundo a origem: a alérgica, a eosinofílica e a mista (eosinofílica-alérgica), que detém a maior parte dos pacientes. Esses três tipos de asma são desdobramentos da inflamação tipo 2.

Presente em cerca de 50% a 70% dos pacientes com asma, trata-se de um mecanismo de defesa do sistema imunológico contra um fator irritante que, quando acontece de forma exagerada, pode causar também dermatite atópica, rinite alérgica e rinossinusite crônica com pólipo nasal.

A maioria dos pacientes atingem o controle da asma com uso de corticoide inalatório e broncodilatador. No entanto, 34% dos pacientes de um centro de referência da doença continuam com a doença não controlada, mesmo após tais usos e otimização do tratamento. Embora o uso recorrente de corticoides orais possa aliviar os sintomas graves, as diretrizes sugerem limitar o uso recorrente aos pacientes mais graves, devido ao potencial de efeitos colaterais.



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