28/07/2021 às 16h37min - Atualizada em 29/07/2021 às 09h50min

Nutrição com sabor e qualidade ajuda garantir bem-estar animal

* Solano Alex Oldoni

SALA DA NOTÍCIA Rafaela Foggiato
Não há como negar que a criação de animais soltos no campo nos traz uma imagem agradável aos olhos. Galinhas ciscando e comendo grama, vacas deitadas à sombra de belas árvores e suínos rolando na lama, estas são cenas que definitivamente trazem conforto aos bichos. Apesar disso, manter esse sistema de cultivo é muito oneroso e pode ser substituído por métodos muito mais eficazes quando pensamos na maximização de produção por área.

Claro que não podemos deixar de lado o conforto dos animais, por esse motivo devemos sempre prezar pelos cinco princípios estabelecidos pela FAWAC (Conselho de Bem-Estar de Animais de Fazenda, em português). O comitê chamou de “liberdades” os direitos mínimos que precisamos dar aos animais para garantir que eles tenham bem-estar adequado, são elas: liberdade de sede, fome e desnutrição; liberdade de desconforto; liberdade da dor, lesão e doença; liberdade para expressar seu comportamento natural; e liberdade de medo e estresse.

Pensando no primeiro direito – que trata sobre a nutrição dos bichos – é preciso entender que não basta só fornecer comida aos animais. É necessário ter toda uma equipe técnica composta por nutricionistas especializados nas mais diversas espécies e em suas fases de produção. Afinal, um animal bem nutrido tende a ser bem mais saudável e resulta em ótimos ganhos para o produtor.

Para que os animais sintam ainda mais conforto e tenham prazer na hora de se alimentar, além do balanço nutricional, é possível adicionar aromatizantes e palatabilizantes na comida. A maneira que o produto é oferecido conta muito também, por exemplo, cães e gatos adoram rações crocantes da mesma forma que a água gelada traz prazer e bem-estar aos seres humanos.

A qualidade dos ingredientes presentes na ração também é muito importante, por isso é preciso manter um padrão de alimentação que seja livre de metais pesados e contaminantes. Então, além de um grupo de nutricionistas, é interessante incluir uma equipe capacitada de controle de qualidade, que realize testes periódicos certificando o primor das rações.

Vale ressaltar que a política de bem-estar animal deve ser praticada por todos nós que fazemos parte dessa cadeia de produção, seja de carne, ovos ou laticínios. No final das contas, o consumidor deve ter a certeza que está levando para casa um produto que foi criado em condições satisfatórias e com todo o cuidado, pensando na saúde em primeiro lugar.

*Médico veterinário da Quimtia Brasil

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