30/07/2021 às 15h45min - Atualizada em 01/08/2021 às 00h00min

Sessões de terapia e atividade física: o dueto que pode auxiliar na busca de equilíbrio físico e mental

(*) Por Mônica Guidoni, Head de Gente e Gestão na TotalPass.

SALA DA NOTÍCIA Carolina Amaral

Impossível sair ileso de um período tão longo de isolamento social, no qual as atividades domésticas e profissionais se misturam no mesmo ambiente, envolvidas pela tensão provocada pelo vírus e a tristeza com sequelas - físicas e/ou mentais -, muitas vezes intensificadas pelas perdas de familiares e de amigos.
Não é por acaso que as corporações estão investindo cada vez mais em programas de saúde mental e emocional para seus colaboradores. Um estudo realizado pela Universidade do Rio de Janeiro (UERJ) e publicado pela revista The Lancet mostra que os casos de depressão aumentaram 90%. Já o número de pessoas que relataram sintomas como crise de ansiedade e estresse agudo mais que dobrou entre os dois primeiros meses da pandemia.
Sabemos que diante de situações desafiadoras, cada indivíduo reage e sente aquele momento de forma diferenciada. Alguns conseguem lidar melhor com o cenário, outros se sentem mais anestiados e em pânico. Por isso, a importância das empresas estarem atentas a esses quadros e disponibilizarem parcerias e benefícios que possam contribuir para a saúde de sua equipe.
Uma das alternativas é combinar a orientação psicológica, por meio de sessões de terapia, e atividade física. O tratamento psicoterapêutico trabalha as emoções negativas e pode ser um apoio importante para lidar com elas, além de permitir o autoconhecimento, gerar motivação e o desenvolvimento de novas habilidades. Ao trabalhar questões incômodas para o paciente, a terapia oferece um novo olhar sobre o problema ou preocupação recorrente, permitindo que a pessoa encontre a melhor solução.
Já as atividades físicas ajudam a liberar a endorfina, neurotransmissor responsável pela promoção da sensação de prazer e bem-estar. Os benefícios da atividade física regular podem ir além da sensação imediata de satisfação, já que ela pode estimular o crescimento de células nervosas no hipocampo, estrutura do cérebro responsável pela memória e pelo humor, geralmente menor em pessoas com quadros de depressão.
Um estudo realizado durante 11 anos pelo instituto australiano Black Dog, com quase 34 mil adultos, chegou à conclusão de que o sedentarismo pode agravar os distúrbios psicológicos. Aqueles que não se exercitavam se mostraram 44% mais propensos a sofrer com depressão se comparados aos voluntários da pesquisa que faziam atividade física uma ou duas horas por semana.
Neste momento em que temos um aumento no índice de vacinados e uma retomada gradual das atividades, pequenas mudanças de hábito podem contribuir para superar dificuldades e garantir mais qualidade de vida. A combinação de terapia com práticas esportivas, que podem variar de acordo com o perfil de cada um - caminhada, corrida, dança, natação, ginástica - é uma forma de conquistar equilíbrio e mais saúde física, mental e psicológica. A nova normalidade pede mais leveza na vida pessoal e profissional, bem como a reconexão com nós mesmos para seguirmos em frente com esperança, motivação e felicidade.


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