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Com impasse sobre vacinas, Bolsonaro adia cerim√īnia para marcar in√≠cio de imuniza√ß√£o

Inicialmente, cogitou-se que uma pessoa idosa e um profissional de saúde seriam vacinados no evento, num gesto simbólico. A ideia foi abandonada depois. Embora [...]

Por Marcos Antonio em 15/01/2021 às 20:47:20

Inicialmente, cogitou-se que uma pessoa idosa e um profissional de saúde seriam vacinados no evento, num gesto simbólico. A ideia foi abandonada depois.

Embora ainda n√£o haja informa√ß√£o oficial, tanto auxiliares presidenciais quanto interlocutores no Ministério da Saúde admitem que as doses negociadas com a Índia n√£o chegar√£o no Brasil no domingo (17).

A aeronave da Azul Linhas Aéreas est√° no Recife pronta para decolar, mas o voo n√£o deve ocorrer sem que o governo da Índia dê sinal verde para a busca dos imunizantes, produzido pelo Serum Institute.

Apesar de sucessivos apelos de Bolsonaro e do ministro Ernesto Araújo (Rela√ß√Ķes Exteriores), os indianos têm argumentado que n√£o é possível efetivar a venda enquanto n√£o for iniciada a campanha de vacina√ß√£o da sua própria popula√ß√£o, o que est√° previsto para s√°bado (16).

Para aliados de Bolsonaro, ficou claro que o cronograma n√£o é mais factível depois da conversa com Araújo com o chanceler da Índia, Subrahmanyam Jaishankar, na noite de quinta (14).

O brasileiro pediu urgência na libera√ß√£o do lote, mas recebeu do homólogo manifesta√ß√£o de “boa vontade” e promessa de uma solu√ß√£o “nos próximos dias”. N√£o houve compromisso com uma data específica.

Foto: Reprodução/Twitter

Antes disso, Bolsonaro havia enviado uma carta para o premiê indiano, Narendra Modi.

No domingo, o Ministério da Saúde avaliava promover uma coletiva de imprensa na Fiocruz (Funda√ß√£o Oswaldo Cruz) para celebrar a chegada do lote de vacinas. O planejamento, porém, j√° foi abandonado, em outro sinal de que o avi√£o n√£o retorna no tempo previsto.

No planejamento do Palácio do Planalto, a vacinação no Brasil começa em 20 de janeiro simultaneamente nos estados.

A data depende da certifica√ß√£o de uso emergencial conferida pela Anvisa (Agência Nacional de Vigil√Ęncia Sanit√°ria), que no momento analisa os pedidos feitos pela Fiocruz (Funda√ß√£o Oswaldo Cruz) –que produzir√° no Brasil a Oxford/AstraZeneca– e pelo Instituto Butantan.

O órg√£o vinculado ao estado de S√£o Paulo fabrica no Brasil a Coronavac, desenvolvida em parceria por uma farmacêutica chinesa. O imunizante é usado como trunfo político do governador do estado, Jo√£o Doria (PSDB), considerado um advers√°rio político pelo Pal√°cio do Planalto.

Autoridades do governo brasileiro têm dito publicamente que a vacina√ß√£o no Brasil come√ßar√° com a vacina que primeiro conseguir a luz verde da Anvisa, seja ela a Oxford-AstraZeneca ou a Coronavac.

Mas auxiliares de Bolsonaro reconhecem que um atraso prolongado na entrega do lote de 2 milh√Ķes de doses da Índia pode resultar numa derrota para Bolsonaro, uma vez que o início da vacina√ß√£o com a Coronavac seria explorado politicamente por Doria.

Fonte: Banda B

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