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Motorista de carro de luxo que atropelou família em Florianópolis usou documento falso, diz polícia

Por Marcos Antonio em 15/01/2021 às 23:23:33
Além disso, homem tem mandado de prisão em aberto pela Justiça do Distrito Federal. Defesa diz desconhecer uso de documento falso pelo cliente. Homem que atropelou família na capital usou documento falso e era foragido, diz polícia

A Polícia Civil afirmou que motorista acusado de atropelar uma família em Florianópolis na noite de 1º de janeiro usou documento falso ao ser preso. Ele também tem um mandado de prisão em aberto pela Justiça do Distrito Federal por furto qualificado, integrar organização criminosa e corrupção ativa. A descoberta foi feita nesta sexta-feira (15).

A defesa do réu disse à NSC TV desconhecer o uso de documento falso pelo cliente e afirmou que iria se inteirar das acusações da Polícia Civil catarinense. Na quarta (13), a Justiça aceitou a denúncia contra o motorista, que se tornou réu no processo. Ele está preso preventivamente.

Investigação

O delegado Pedro Henrique Mendes afirmou que um inquérito policial será aberto para investigar o uso do documento falso. Houve contradições entre o que o motorista falou e o apurado pelos policiais. Isso chamou a atenção do delegado.

Caso ocorreu na Rua das Gaivotas, nos Ingleses, na sexta-feira (1º)

Divulgação/Corpo de Bombeiros

Segundo Mendes, o documento apresentado pelo homem em Florianópolis no dia do acidente era verdadeiro, mas tinha informações falsas — provavelmente confeccionado com o uso de uma certidão de nascimento falsificada.

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Agora, a polícia diz que ao invés de Diego Sales, nome pelo qual ele inclusive se tornou réu no processo, o verdadeiro nome é Dyego Ferreira Sales.

O delegado entrou em contato com o Instituto Geral de Perícias (IGP) e pediu a coleta de impressões digitais do motorista. Esse material será confrontado com arquivos do IGP na tentativa de identificar corretamente o homem.

Denúncia

De acordo com o MPSC, os atropelamentos ocorreram por volta das 18h20 na Rua das Gaivotas, no Bairro Ingleses. O motorista estava em um estacionamento e tinha acabado de discutir com uma mulher. Além disso, estava embriagado.

Ele dirigia uma Range Rover Sport blindada e posicionou o carro no portão para acessar a rua. Nesse momento, ele acelerou o veículo de forma brusca e saiu "cantando pneu em alta velocidade", conforme a denúncia.

Imagem mostra veículo saindo às 18h19 de sexta-feira (1º)

Tribunal de Justiça de Santa Catarina/Reprodução

Em seguida, perdeu o controle do automóvel e começou a trafegar em zigue-zague por cerca de 100 metros. Depois, invadiu a calçada e atropelou quatro pessoas de uma mesma família: uma adolescente de 15 anos, a mãe dela, de 35 anos, o padrasto, de 38 anos, e o irmão da garota, um jovem de 18 anos.

A adolescente foi a que mais se feriu. Ela ficou presa embaixo de uma das rodas do carro. Conforme a denúncia, ela teve lesões gravíssimas, como fraturas nas duas pernas, nos dois braços, nas costelas e na clavícula, entre outras, e teve perfuração do pulmão e outros órgãos. As outras vítimas tiveram lesões leves.

Imagem anexada ao processo mostra o momento em que o veículo atingiu quatro pessoas.

Tribunal de Justiça de SC/Reprodução

No carro, além do motorista, havia três pessoas. Elas fugiram do local depois dos atropelamentos. O motorista tentou fazer o mesmo, segundo a denúncia, mas a porta dele estava travada e ele precisou sair pela janela.

Nesse instante, foi abordado por um policial civil que estava de folga. Ele e uma testemunha levaram o motorista para a recepção de um hotel para evitar que o condutor fugisse. A Polícia Militar foi chamada por moradores.

A PM constatou o estado de embriaguez do motorista. Ele se negou a fazer o exame do bafômetro.

O MPSC denunciou o motorista por lesão corporal culposa por quatro vezes com agravamento de os atropelamentos terem ocorrido na calçada e ele estar embriagado.

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Fonte: G1 SC

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