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Policiais fora de serviço são investigados por participarem da invasão ao Capitólio nos EUA, diz jornal

Por Marcos Antonio em 16/01/2021 às 16:30:30
Segundo o Washington Post, pelo menos 13 policiais fora de serviço são suspeitos de participar do motim que resultou em cinco mortes e dezenas de feridos. Apoiadores de Donald Trump durante invasão ao Capitólio no dia 6 de janeiro.

ROBERTO SCHMIDT / AFP

Pelo menos 13 policiais fora de serviço são suspeitos de participar da invasão ao Capitólio por manifestantes pró-Donald Trump no dia 6, durante cerimônia no Congresso que reconheceu a vitória de Joe Biden nas eleições presidenciais americanas. A informação foi publicada neste sábado (16) no jornal americano Washington Post

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Os investigadores seguem examinando gravações e imagens da manifestação violenta do dia 6 para identificar os participantes. Com isso, o número de policiais envolvidos pode crescer.

Ainda de acordo com o jornal, os comandantes da polícia americana estão recorrendo ao FBI e lembrando os policiais em seus departamentos que a invasão ao Capitólio foi uma conduta criminosa e que pode resultar na expulsão da corporação e até em prisão.

“Estamos deixando claro que eles têm direitos da Primeira Emenda como todos os americanos”, disse o chefe de polícia de Houston, Art Acevedo, que na quinta-feira aceitou a renúncia de um veterano de 18 anos em seu departamento devido ao seu envolvimento na invasão. “No entanto, o envolvimento em atividades que ultrapassem os limites da conduta criminosa não será tolerado.”

Além das filmagens e fotos em que aparecem os policiais fora de serviço invadindo o Capitólio, o Washington Post afirma que os investigadores estão recebendo denúncias de outros policiais que não concordam com a postura dos colegas.

É o caso, segundo o jornal, do oficial Thomas Robertson, 47, denunciado por um colega do seu departamento. Após vir a tona seu envolvimento na invasão, Roberton escreveu nas redes sociais que uma república legítima se sustenta em 4 caixas. “A caixa de sabão, a urna de voto, a urna do júri e depois a caixa de cartuchos. Acabamos de passar para a etapa 3. A etapa 4 não será bonita ... Passei a maior parte da minha vida adulta lutando contra uma insurgência. Estou prestes a me tornar parte de uma”, postou o oficial, que foi preso pelo FBI na sequência junto com outro colega policial.

Durante o motim, dezenas de policiais ficaram feridos e o oficial da Polícia do Capitólio dos EUA, Brian D. Sicknick, está entre as cinco pessoas mortas naquele dia.

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Segundo um recente relatório interno do FBI, citado pela imprensa americana, um "grupo armado identificado" se prepara para "invadir" edifícios do governo em todos os 50 estados dos EUA e na capital nos próximos dias até a posse do presidente democrata.

O FBI menciona especialmente o movimento de extrema direita Boogaloo, que defende a guerra civil para derrubar o governo, e cita ameaças confiáveis nos estados de Michigan e Minnesota.

Vários estados tomaram medidas de precaução, como mobilizar um número extra de agentes para proteger as sedes de governo.

Com 21 mil soldados da Guarda Nacional a serem enviados e com bairros inteiros entrincheirados, a cidade de Washington está sob forte vigilância por causa de ameaças de novas manifestações de seguidores de Trump.

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Fonte: G1

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