16/08/2021 às 17h58min - Atualizada em 17/08/2021 às 00h00min

A criança e o isolamento social

(*) Fernanda Gusso Rosa Meller

SALA DA NOTÍCIA NQM
http://www.uninter.com

Divulgação
O isolamento social, físico e geográfico, exigido pela pandemia, gera temor no ambiente onde pessoas de uma mesma família convivem e interagem de maneiras diferentes. Neste contexto ocorre a mistura de sentimentos para todos os membros da família frente a nova rotina diária, com pais e filhos dentro de casa, porém distante frente as responsabilidades exigidas pelo trabalho home office dos adultos e as aulas no sistema híbrido para as crianças. As incertezas vividas pelos adultos são repassadas para as crianças que têm maior dificuldade de entendimento dos fatos.

A pandemia exige cuidados e proteção, pois as crianças vivem situações novas e desafiadoras. Muitas vezes regridem em atitudes para que possam ser olhadas e acolhidas ou até mesmo por descontroles gerados pela insegurança do que vivem. Ocorre o acúmulo de energia e distorções de rotina, o que afeta o descanso noturno, exigindo procedimentos familiares para amenizar a situação.

Entre os procedimentos, está o resgate dos jogos de tabuleiros, brincadeiras ao ar livre, adoção ou compra de Pet (animal de estimação) ou até mesmo otimização da convivência com animais que já faziam parte da família. É uma estratégia que facilita o direcionamento da energia acumulada pelas crianças e o equilíbrio no uso dos jogos tecnológicos, oportunizando uma situação de bem-estar.  As brincadeiras ao ar livre, seja com o Pet ou com outras crianças ou adultos, fortalecem os afetos, e possibilitam o prazer da vida diária, amenizando o isolamento social exigido.

Nestas escolhas para "cuidar das crianças", os jogos de tabuleiro oportunizam os desafios, os vínculos são estabelecidos, as regras determinadas são estratégias de aprendizados dos direitos e deveres, onde os participantes aprendem e fortalecem os valores sociais, enriquecem a comunicação, e se divertem.

A convivência com um pet traz as crianças e todo seu núcleo familiar, a descoberta de que cada um terá seu papel e função de alimentar, passear, higienizar o pet, ocorre o apoio mútuo e a troca de conhecimento entre a família. Estimula a família sobre responsabilidade e a reflexão de que, após este período de pandemia, este ser vivo necessitará de cuidados e amor. Surge o aprendizado da responsabilidade individual e coletiva.

A riqueza do contato físico com animais, das experimentações nos jogos coletivos, da criação de brincadeiras e situações novas garantem descobertas de outra ordem, onde a criança é convocada a ampliar o seu repertório enquanto ser humano. O caminho para este estímulo surge com a disponibilidade e oferta de atividades que exigem desafios de serem protagonistas em vivências diárias num cotidiano temeroso e cercado de dúvidas.

(*) Fernanda Gusso Rosa Meller é especialista em Educação Física Escolar, Fisiologia do Exercício, Educação Especial e Inclusiva e professora da Área de Educação, da Escola Superior de Educação do Centro Universitário Internacional Uninter.
 


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