Tv

Dólar cai abaixo de R$ 5,25 após Copom e de olho em estímulos nos EUA

Por Marcos Antonio em 21/01/2021 às 09:32:39
Na quarta-feira, a moeda norte-americana fechou em queda de 0,61%, a R$ 5,3128. Notas de dólar

Gary Cameron/Reuters

O dólar abriu em queda nesta quinta-feira (21), após o Banco Central ter mantido a taxa básica de juros em 2% ao ano, como o esperado, e com a expectativa de um grande plano de estímulo nos Estados Unido sob o comando do novo presidente Joe Biden.

Às 9h12, a moeda norte-americana caía 1,31%, a R$ 5,2430. Veja mais cotações.

Na quarta-feira, o dólar fechou em queda de 0,61%, a R$ 5,3128. No mês e no ano, passou a acumular avanço de 2,42%.

Joe Biden chega à Casa Branca desfazendo medidas de Donald Trump

Cenário global e local

No exterior, republicanos do Congresso dos EUA indicaram que estão dispostos a trabalhar com o presidente Joe Biden na prioridade de seu governo, um plano de estímulo fiscal de US$ 1,9 trilhão, mas alguns se opõe ao valor.

Os investidores aguardam nesta quinta a decisão de política monetária do Banco Central Europeu em busca de pistas sobre a saúde econômica da zona do euro.

Retorno dos EUA ao Acordo de Paris e OMS estão entre primeiros atos de Joe Biden

Especialistas dizem como o novo governo Biden pode impactar o agronegócio brasileiro

No Brasil, o Comitê de Política Monetária (Copom) mostra que o Banco Central manteve a taxa básica de juros inalterada em 2% ano ano, a mínima histórica, e anunciou o fim do chamado "forward guidance", a orientação futura que indica a manutenção dos juros respeitando certas condições, o que na leitura do mercado aponta que o BC deixou a "porta aberta" para uma alta na taxa de juros nos próximos meses.

Banco Central se mostra mais preocupado com a inflação, dizem analistas

Na cena doméstica, as atenções seguem voltadas ainda para os percalços para o avanço da vacinação contra o coronavírus no Brasil.

A percepção de que a imunização contra a Covid-19 no Brasil será lenta e sujeita a reveses tem elevado receios quanto à força da recuperação da economia e alimentado temor de criação de novas despesas para fazer frente à pandemia.

O mercado tem monitorado com atenção também a campanha por eleição na Câmara e no Senado para calcular riscos de nova pressão por mais gastos, que também podem vir de dentro do próprio governo.

Histórico da variação do dólar

G1

VÍDEOS: Últimas notícias de Economia

Fonte: G1

Comunicar erro

Comentários