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Hungria é primeiro país da União Europeia a conceder aprovação inicial às vacinas Sputnik V e de Oxford contra a Covid-19

Por Marcos Antonio em 21/01/2021 às 11:34:48
Se forem usadas, a Hungria terá quatro vacinas autorizadas contra a Covid-19. País tem 11,7 mil mortos pela doença. Agência Europeia de Medicamentos ainda não autorizou o uso da Sputnik V, mas deve tomar decisão sobre imunizante de Oxford no dia 29. Emirados Árabes também aprovaram vacina russa. Profissional de saúde segura frasco da vacina Sputnik V em Moscou, na Rússia, no dia 18 de janeiro.

Shamil Zhumatov/Reuters

A Hungria deu aprovação inicial a duas vacinas para a Covid-19: a Sputnik V, desenvolvida pela Rússia, e a vacina de Oxford. O país é o primeiro da União Europeia a conceder ambas as aprovações.

Os avais foram confirmados nesta quinta-feira (21) pelo chefe de gabinete do premiê húngaro, Gergely Gulyás, segundo a agência de notícias Reuters.

Se forem usadas, a Hungria terá quatro vacinas autorizadas contra a Covid-19: a da Pfizer, que começou a ser aplicada em 26 de dezembro; a da Moderna, aprovada no início deste mês, e as duas aprovadas agora.

A Agência Europeia de Medicamentos (EMA, na sigla em inglês) ainda não autorizou o uso da Sputnik V no bloco europeu; na quarta (20), a Rússia pediu o registro da vacina na União Europeia, segundo a Reuters. Uma decisão da EMA sobre a vacina de Oxford é aguardada para 29 de janeiro.

O ministro de Relações Exteriores do país, Péter Szijjártó, tem viagem prevista para Moscou nesta quinta-feira para reuniões sobre a Sputnik V.

A vacina é uma das que aguardam autorização de uso emergencial no Brasil.

Revisão de restrições

Policiais fazem patrulha durante um toque de recolher noturno imposto pelo governo húngaro para conter a propagação do coronavírus, em Budapeste, no dia 11 de novembro.

Bernadett Szabo/Reuters

Gulyás disse que o governo húngaro reveria as atuais restrições para conter o coronavírus na próxima semana – mas afirmou que elas provavelmente não seriam suspensas até que as vacinações em massa fossem realizadas e a taxa de infecção no país caísse.

Desde 11 de novembro, todas as escolas secundárias húngaras foram fechadas, assim como hotéis e restaurantes, exceto para refeições para viagem. Um toque de recolher foi declarado a partir das 19h. As restrições valem até 1º de fevereiro.

Nesta semana, a taxa de transmissão do coronavírus na Hungria ficou em 0,91, segundo levantamento do Imperial College de Londres. Na prática, isso significa que cada 100 pessoas com o vírus no país infectam outras 91. A do Brasil, em comparação, ficou em 1,20.

Pela margem de erro das estatísticas, essa taxa pode ser maior (de até 1) ou menor (de 0,79). Nesses cenários, cada 100 pessoas com o vírus infectariam outras 100 ou 79, respectivamente.

Simbolizado por Rt, o "ritmo de contágio" é um número que traduz o potencial de propagação de um vírus: quando ele é superior a 1, cada infectado transmite a doença para mais de uma pessoa e a doença avança.

Segundo monitoramento da universidade americana Johns Hopkins, a Hungria tem 355,6 mil casos de Covid-19 e 11,7 mil mortes pela doença.

Aprovação nos Emirados Árabes

Os Emirados Árabes Unidos também aprovaram, nesta quinta-feira (21), a Sputnik V para uso emergencial. A vacina é a terceira contra a Covid-19 a ser aprovada no país: as outras são as da chinesa Sinopharm e a da americana Pfizer, desenvolvida em parceria com a alemã BioNTech.

“A decisão vem como parte dos esforços abrangentes e integrados dos Emirados Árabes Unidos para garantir maiores níveis de prevenção contra o vírus e salvaguardar a saúde dos cidadãos e residentes do país”, disse a agência de notícias emiradense WAM.

O país é um dos que testaram a vacina, mas não divulgou resultados dos ensaios de fase 3 – quando a eficácia e a segurança da vacina são testadas em milhares de voluntários. O fundo de investimento russo que financia a Sputnik V disse que mil voluntários dos ensaios já receberam a primeira dose da vacina em Abu Dhabi.

Em dezembro, a Rússia divulgou os dados gerais de eficácia da vacina, que ficou em 91,4%. Na prática, isso significa que ela conseguiu evitar 91,4% dos casos que ocorreriam se as pessoas não tivessem sido vacinadas. Nenhum voluntário vacinado teve um caso grave de Covid. Os resultados ainda não foram publicados em revista científica.

Veja VÍDEOS com novidades sobre as vacinas da Covid-19:

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Fonte: G1

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