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Em plano atualizado, Ministério da Saúde prevê 77 milhões de pessoas nos grupos prioritários da vacinação

Por Marcos Antonio em 22/01/2021 às 14:49:35
Novo documento incluiu os trabalhadores industriais e trabalhadores portuários e também detalhou cada grupo prioritário. Veja outras atualizações. Idosos que vivem em asilos são do grupo prioritário de vacinação no Ceará, em 22 de janeiro

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O Ministério da Saúde atualizou o Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19. Com data de 20 de janeiro, o novo documento traz o número previsto de pessoas nos grupos prioritários: 77,2 milhões. A primeira versão mostrava números das três primeiras fases da vacinação e a previsão era de vacinar 49,6 milhões de pessoas (entenda abaixo).

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A segunda versão do plano do governo também detalha quem faz parte dos grupos:

Pessoas com 60 anos ou mais institucionalizadas

Pessoas com deficiência institucionalizadas

Povos indígenas vivendo em terras indígenas

Trabalhadores de saúde

Pessoas de 60 anos ou mais

Povos e comunidades tradicionais ribeirinhas

Povos e comunidades tradicionais quilombolas

Pessoas com comorbidades

Pessoas com deficiência permanente grave

Pessoas em situação de rua

População privada de liberdade

Funcionário do sistema de privação de liberdade

Trabalhadores de educação

Forças de segurança, salvamento e Forças Armadas

Trabalhadores de transporte coletivo rodoviário de passageiros

Trabalhadores de transporte metroviário e ferroviário

Trabalhadores de transporte aéreo

Trabalhadores de transporte de aquaviário

Caminhoneiros

Trabalhadores portuários

Trabalhadores industriais

Nessa atualização, o plano incluiu os trabalhadores industriais e trabalhadores portuários. Também detalhou melhor o que chamava apenas de “trabalhadores do transporte coletivo” e “transportadores rodoviários de carga”.

O primeiro documento, divulgado no dia 16 de dezembro de 2020, indicava um total de 49,6 milhões de pessoas nas três primeiras fases da vacinação. O número contemplava os trabalhadores de saúde, pessoas de 75 anos ou mais, pessoas de 60 anos ou mais institucionalizadas, população indígena aldeada em terras demarcadas, povos e comunidades tradicionais ribeirinhas, pessoas de 60 a 74 anos e pessoas com morbidades.

Segundo o ministério, atualmente, o Brasil tem mais de 354 milhões de doses de vacinas garantidas para 2021, por meio dos acordos com a Fiocruz (254 milhões de doses), Butantan (100 milhões de doses) e Covax Facility (42,5 milhões de doses). "O escalonamento desses grupos populacionais para vacinação se dará conforme a disponibilidade das doses de vacina, após liberação pela Anvisa".

Até agora, entretanto, só 6 milhões de doses chegaram ao país, todas da CoronaVac.

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Grupos prioritários

O Ministério da Saúde explicou que os grupos prioritários foram baseados em princípios similares estabelecidos pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Segundo a pasta, o objetivo principal da vacinação é reduzir os números de mortes e casos de Covid-19, bem como "a manutenção do funcionamento da força de trabalho dos serviços de saúde e a manutenção do funcionamento dos serviços essenciais".

"Optou-se pela priorização de: preservação do funcionamento dos serviços de saúde, proteção dos indivíduos com maior risco de desenvolvimento de formas graves e óbitos, seguido da proteção dos indivíduos com maior risco de infecção e a preservação do funcionamento dos serviços essenciais", diz o documento.

Veja outras mudanças:

Incluṣo do Butantan/SinoVac nos acordos, com 46 milh̵es de doses no primeiro semestre deste ano e 54 milh̵es no segundo semestre Рantes havia o memorando de entendimento

Retiraram o número de doses dos memorandos de entendimentos com outros laboratórios, como Johnson&Johnson e Pfizer

Inclusão da síndrome de Down entre os fatores de risco para caracterização dos grupos prioritários

Nova versão prevê que a vacinação de gestantes poderá ser realizada "após avaliação cautelosa dos riscos e benefícios e com decisão compartilhada, entre a mulher e seu médico prescritor". Há uma série de recomendações específicas neste caso, assim como para outros grupos, como portadores de doenças reumáticas e transplantados

Como haverá coincidência na realização das campanhas de vacinação contra a Covid-19 e influenza a partir de março, ficou estabelecido que o intervalo mínimo entre as vacinas deverá ser de 14 dias, no mínimo.

Número de seringas e agulhas também aumentou: de 340 milhões para 510 milhões.

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Fonte: G1

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