27/08/2021 às 10h53min - Atualizada em 29/08/2021 às 00h00min

Como funciona a administração participativa?

SALA DA NOTÍCIA Victor

 

Hoje em dia nenhum empresário ou gestor de equipes pode ignorar a importância dos valores que uma marca precisa ter. Dentro desse novo paradigma, a administração participativa é um dos conceitos mais importantes da atualidade.

De fato, já se foi o tempo em que as empresas podiam passar a maioria do tempo focadas em si mesmas, em seus produtos ou serviços e nas supostas vantagens em relação à concorrência. Hoje o cenário é bem diferente disso, e exige muito mais.

Imagine uma administradora de condomínios SP, que vai encontrar uma série de concorrentes atuando na mesma área e segmento. Somente com diferenciais que mostrem sua idoneidade e seu caráter ela vai conseguir se destacar.

Por isso, hoje as maiores marcas do mundo reconhecem que sua riqueza não está nos bancos ou cofres, mas sim no seu ativo intangível. Ou seja, no capital humano e na satisfação dos colaboradores, que é de onde vêm as inovações.

Realmente, se os colaboradores não estiverem satisfeitos e garantindo não apenas uma boa produtividade, mas também a criatividade de se reinventar, certamente no médio e longo prazo aquele negócio vai descobrir que não é sustentável.

Por exemplo, uma empresa terceirizada de limpeza SP, além de garantir a excelência do serviço prestado diariamente, ela precisa se renovar em termos de apresentação, pacotes e planos de fechamento, linguagem, publicidade e muito mais.

É justamente aí que entra o papel da administração participativa, como um valor que acaba englobando e solidificando todos os demais que referimos acima. Por isso, decidimos escrever este artigo, trazendo aqui os conceitos básicos sobre o assunto.

Além disso, aprofundamos também em pontos essenciais como dicas de aplicação e regras de boas práticas, mostrando a importância do tema e seus impactos positivos no curto e longo prazo. Assim, qualquer um já consegue dar os primeiros passos.

O mais bacana é que hoje a filosofia ou metodologia da administração participativa evoluiu tanto que realmente já pode ser aplicada a qualquer segmento, seja para quem vende persiana para sacada na internet ou para uma indústria química.

Então, se você quer entender melhor essa estratégia que pode mudar a história da sua empresa, valorizando seu negócio e melhorando seus resultados gerais, basta seguir adiante na leitura deste artigo.

O que é participatividade?

Falar em administração participativa pode parecer complicado, assim como o termo “participatividade” também parece incomum e até exagerado. Mas a verdade é que ele é diferente da simples participação.

De fato, a participatividade é aquilo que permite ou mesmo impele as pessoas a participarem de algo, ao passo que o fenômeno da participação é o resultado disso, seja lá qual tenha sido o elemento causador.

Basta pensar no caso da democracia, que pode existir como direito formal, mas nada garante que materialmente as pessoas realmente vão tomar as decisões do rumo da nação. Com a participatividade elas são ativamente chamadas a fazê-lo.

Agora imagine isso aplicado a uma empresa de caçamba, que faz locação desse tipo de produto para ajudar em reformas, construções e demais setores que precisam fazer um descarte consciente dos entulhos que geram diariamente.

Tal como em uma democracia, seus colaboradores podem ser motivados a participarem das tomadas de decisão, trazendo melhorias gerais. Ou então a participação pode não passar de uma palavra vazia, que os gestores usam de modo leviano.

Certamente, quando a empresa é madura o suficiente para ouvir seus profissionais, ela consegue o compromisso e o engajamento real deles. Aí é que estamos no campo da administração participativa, cujo objetivo principal é esse mesmo.

O papel da filosofia corporativa

Também chamada de filosofia organizacional, o que a filosofia corporativa faz é aprofundar os valores que norteiam a corporação empresarial, de modo estreitamente ligado à administração participativa.

Pode parecer que uma empresa muito pequena e com poucos colaboradores não precise pensar assim, que isso seja algo restrito a grandes multinacionais, mas isso não é verdade.

Aliás, um dos grandes diferenciais das empresas que começam pequenas e depois crescem de maneira exponencial, é justamente a filosofia corporativa. Ou seja, elas sabiam o que queriam desde o princípio, e isso as fortaleceu.

Com isso, uma empresa pavimentadora de asfalto pode ir muito além de simplesmente ostentar pilares como Missão, Visão e Valores em seu website.

Ou seja, ela pode compor uma verdadeira filosofia de trabalho. Basicamente, os pontos que ela pode trazer para isso são os seguintes:

  • Ter um sonho grande desde o começo;
  • Apostar na meritocracia com todos os envolvidos;
  • Não perder o foco nos resultados práticos;
  • Ter líderes que sirvam como exemplo aos demais;
  • Também formar líderes em vez de pegá-los prontos;
  • Valorizar honestidade, simplicidade e humildade;
  • Sempre otimizar processos e economizar nos custos;
  • Nunca perder de vista o papel da participatividade.

Enfim, tudo isso deixa claro como a filosofia corporativa é praticamente um sinônimo da administração participativa, servindo como base para ela. Isto é, aquilo que vai garantir que a proposta não fique apenas na superfície.

Até porque, faz parte da filosofia organizacional comparar-se com os valores de outras empresas, como um verdadeiro estudo de mercado, sendo que o mesmo também vale para a administração participativa.

Às vezes esquecemos, mas além de saber ouvir os colaboradores, também é importante ouvir os clientes, os parceiros, os fornecedores e qualquer outra voz que venha de fora. Inclusive o concorrente, por meio de estudos de mercado como o benchmarking.

O que é a gestão de talentos?

Quando falamos em implementação de uma administração participativa realmente embasada, o primeiro ponto que surge como desafio maior é a questão de saber lidar com pessoas.

De fato, existe uma complexidade própria no que hoje se chama gerenciamento ou gestão de pessoas. Na verdade, é melhor falar em gestão de talentos, como norte que deve guiar qualquer gestor, tutor, gerente ou líder em geral.

Realmente, é fácil falar em capital humano, o difícil é lidar com as diferenças de opiniões e de pontos de vista. Se a empresa instala hidrante de coluna, qual a melhor estratégia para ampliar sua atuação no mercado?

Certamente, cada um pode ter uma opinião diferente sobre como fazer, sendo que o gestor vai precisar da participação sincera e do engajamento real de todos.

É aí que entra a gestão de talentos no seu sentido real, que é o de extrair de cada um o que ele tem de melhor. O bacana é que, com os valores da administração participativa, o líder tem uma margem maior para conectar sonhos e expectativas.

O papel da escuta e do feedback

Outro ponto fundamentalmente prático é o da escuta, que deve ser praticada de modo sincero e íntegro da parte dos líderes. Lembrando que integridade é não comentar negativamente com terceiros o que foi tratado em particular.

Mas também vai muito além disso, como ao saber aplicar feedbacks. Aqui vale a famosa regra de que elogios devem ser dados publicamente, mas críticas negativas sempre devem ser dadas em particular.

Além disso, nenhum líder pode saber tudo o tempo todo. Então, se a empresa trabalha com leito para cabos, facilmente pode surgir uma novidade que será trazida por um colaborador, coisa que o líder terá de absorver de modo positivo.

Uma dica de ouro é investir em reuniões, tanto coletivas quanto particulares. Além disso, as pesquisas de opinião podem ajudar e muito, sobretudo quando são feitas em plataformas anônimas, dando ainda mais espaço para o colaborador ser sincero.

Como estimular a autonomia?

O sonho de todo empresário ou gestor é ter profissionais que pensem como se fossem donos da empresa, ou seja, realmente envolvidos com a missão do negócio.

Isso se manifesta em detalhes e não é tão difícil de conseguir, embora dependa de toda a rede de valores que só uma boa administração participativa pode trazer.

O modo de conseguir isso é estimulando a autonomia e dando o espaço necessário para o colaborador se realizar. Afinal, se você o contratou é porque ele sabe cumprir aquela função, então faça jus a isso na prática.

Plano de carreira e recompensa

Por fim, é preciso lembrar de algo muito importante, que tem a ver com remuneração e, sejamos sinceros, com dinheiro. Alguns têm pavor de falar em dinheiro, mas é preciso, já que todo mundo trabalha para gerar alguma renda para si mesmo.

Isso quer dizer que um negócio que fabrica laje treliçada pode ter qualquer tamanho, de microempresa a multinacional, mas ele precisa ter um sistema de recompensas, como com base em produtividade e entrega.

Acima falamos da meritocracia como valor, sendo que na prática ela consiste em premiar os melhores. Os planos de carreira vão na mesma direção e precisam ser claros, mostrando até onde a pessoa pode crescer e qual o caminho para isso.

Considerações finais

Vivemos uma das épocas de maior concorrência que as empresas já viram, por isso mesmo, ter um diferencial como o da administração participativa é fundamental.

Contudo, é preciso saber colocar isso em prática. Portanto, com os conceitos e conselhos que demos acima, vai ser mais fácil fazer isso e conseguir resultados sólidos, sustentáveis e de curto e longo prazo.

Esse texto foi originalmente desenvolvido pela equipe do blog Guia de Investimento, onde você pode encontrar centenas de conteúdos informativos sobre diversos segmentos.


Link
Notícias Relacionadas »
Comentários »
Fale pelo Whatsapp
Atendimento
Precisa de ajuda? fale conosco pelo Whatsapp