29/08/2021 às 17h35min - Atualizada em 29/08/2021 às 17h35min

Com risco às crianças e aumento de casos, avanço da Delta em SC preocupa; veja cidades

Explosão da variante no exterior escancara maior vulnerabilidade das crianças, grupo ainda não vacinado contra a Covid-19, e reacende debate sobre aulas presenciais

Marcos Antonio - Marcos Imprensa
NDMAIS

Vacinação de crianças e adolescente é fundamental para deter avanço da variante Delta – Foto: Camila Batista/Semsa/Fotos Públicas


Após confirmar transmissão comunitária, Santa Catarina chegou a 63 casos confirmados da variante Delta. A explosão de casos registrada em outros países mostra como a variante atinge as crianças, grupo que ainda não foi vacinado contra a Covid-19.
ASSINECom risco às crianças e aumento de casos, avanço da Delta em SC preocupa; veja cidades

Explosão da variante no exterior escancara maior vulnerabilidade das crianças, grupo ainda não vacinado contra a Covid-19, e reacende debate sobre aulas presenciaisFELIPE BOTTAMEDI, FLORIANÓPOLIS28/08/2021 ÀS 05H30
Enviar no WhatsAppApós confirmar transmissão comunitária, Santa Catarina chegou a 63 casos confirmados da variante Delta. A explosão de casos registrada em outros países mostra como a variante atinge as crianças, grupo que ainda não foi vacinado contra a Covid-19.[Vacinação de crianças e adolescente é fundamental para deter avanço da variante Delta – Foto: Camila Batista/Semsa/Fotos Públicas] Vacinação de crianças e adolescente é fundamental para deter avanço da variante Delta – Foto: Camila Batista/Semsa/Fotos PúblicasLeia mais

Com 12 casos da variante Delta, Joinville retoma ações como blitz

1 min

Covid-19: SC confirma mais 20 casos da variante Delta

Variante Delta em SC: entenda os novos riscos com a transmissão comunitária

A mutação se propagou mesmo nos países com altas taxas de vacinação, como Israel, obrigando novamente a adoção de medidas sanitárias mais restritivas. Na última semana de junho os Estados Unidos registraram 72 mil novos casos de Covid-19 por influência da variante. Um quinto dos infectados eram crianças.

O grupo tem maior resistência contra o vírus, mas não está imune. Até a data, 58 moradores de Santa Catarina com idades entre 0 e 17 anos não resistiram ao coronavírus, segundo a SES (Secretaria Estadual de Saúde). O receio é que a variante Delta, devido ao maior contágio e letalidade, piore o quadro.

O estado de Louisiana, nos EUA, registrou a morte de uma criança de um ano nesta segunda-feira (25). Conforme comunicado do governo, há seis meses que não morria alguém com esta idade. Eles atribuíram a morte ao avanço da Delta, que também é responsável pelo fato de 31% dos novos casos registrados serem em menores de 18 anos.

Como fica em Santa Catarina?

Marco Antônio Iazzetti, pediatra e infectologista da Unisa (Universidade de Santo Amaro) acredita que há uma chance de que o cenário não se repita aqui. “Estamos começando a vacinar o grupo no momento que os casos começam a crescer. Isso é extremamente importante e a vantagem do país em relação aos outros países”, explica.

Na última terça (24), foi definido o início da imunização dos adolescentes de 12 a 17 para 1º de setembro. A vacina da Pfizer, por enquanto, é o único imunizante permitido para o grupo. Já a imunização das crianças ainda não foi definida. “É muito importante que se vacinem”, ressalta o médico.

De todos os casos da Delta confirmados até então no Estado, apenas uma criança, de 12 anos foi infectada com a variante. Há dois adolescentes de 17 anos. A maior parte dos registros atinge moradores dos grupos etários de 20 a 29 e 30 a 39 anos – 17 casos foram registrados em cada uma das faixas etárias.
Aqueles que já concluíram o esquema vacinal abarcam menos casos: 40 a 49 anos (12 registros), 50 a 59 anos (sete casos), 60 a 69 anos (quatro) e apenas um entre os pacientes de 70 a 79. Os dados são da Dive/SC (Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina).

Novas medidas?

A necessidade de novas restrições, como a suspensão das aulas, depende da avaliação do comportamento da mutação aqui no Brasil. Tirar os outros países como regra, segundo Iazetti, nem sempre é correto.

“Existem países onde a população tem mais dificuldade em aceitar a vacinação, como os da Europa. O brasileiro, na imensa maioria do país, tem a cultura da vacina”, explica.

Caso ocorra alguma mudança epidemiológica, as medidas devem ser repensadas.  “Não devemos ficar parados”, concluí. Uso de máscara, álcool gel e distanciamento seguem fundamentais.

Os municípios com o registro de casos são:

Araquari (2);
Balneário Camboriú (1);
Balneário Piçarras (1);
Barra Velha (1);
Biguaçu (1);
Bom Jardim da Serra (4);
Bombinhas (1);
Camboriú (3);
Campo Alegre (1);
Chapecó (2);
Navegantes (2);
Itapoá (1);
Florianópolis (3);
Garopaba (1);
Itajaí (3);
Mafra (2);
Jaraguá do Sul (1);
Ituporanga (1);
Joinville (12);
Rio do Sul (1);
Navegantes (1);
Palmitos (1);
São Francisco do Sul (8);
São José (3);
São Joaquim (1);
Capivari de Baixo (1);
São Bento do Sul (2);
Santo Amaro da Imperatriz (1);
Tubarão (1).


 


Link
Tags »
Notícias Relacionadas »
Comentários »
Fale pelo Whatsapp
Atendimento
Precisa de ajuda? fale conosco pelo Whatsapp