11/02/2024 às 06h01min - Atualizada em 12/02/2024 às 00h02min

Navio naufragado há mais de 60 anos vira atração em praia de Florianópolis; VÍDEO

Embarcação chamada Guarará pode ser vista no Pântano do Sul. Moradores antigos do bairro ainda se lembram de quando navio naufragou, em 1954.

G1 SC
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Embarcação chamada Guarará pode ser vista no Pântano do Sul. Moradores antigos do bairro ainda se lembram de quando navio naufragou, em 1954. Navio naufragado nos anos 1950 vira atração turística em praia de Florianópolis
O navio Guarará, naufragado há 69 anos, virou atração na praia do Pântano do Sul, no Sul da Ilha de Santa Catarina, em Florianópolis. Moradores antigos ainda se lembram do dia em que a embarcação apareceu no mar do local.
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Da orla, quem visitar a praia pode ver o navio na água, principalmente em dias de maré baixa e vento Sudeste, que torna o mar mais claro.
O meteorologista Marcelo Martins, da Epagri/Ciram, órgão que monitora as condições do tempo no estado, explicou a influência dos ventos na melhora da visibilidade da embarcação.
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Segundo ele, o vento Nordeste traz águas mais escuras. Já o vento Sudeste deixa o mar mais quente e mais claro, tornando possível a observação do barco afundado. Ainda segundo o meteorologista, o verão é a melhor época do ano para se observar o navio.
Naufrágio
A moradora nativa do Pântano do Sul Zenaide de Souza, nascida em 1944, lembra-se de quando o navio afundou. Foi em uma segunda-feira de inverno em 1954, à noite.
"Parecia uma cidade no mar de tão iluminado", disse ela sobre a vista do navio da orla.
Zenaide contou que um grupo de 15 homens apareceu no mar, pedindo ajuda, entre 19h e 20h. A comunidade do Pântano do Sul correu para a praia, hipnotizada com as luzes no mar.
Zenaide de Souza é moradora antiga do Pântano do Sul, em Florianópolis
Reprodução/Redes sociais
"O olhar das pessoas era de admiração pelas luzes, mas também era de preocupação pelas pessoas que estavam no barco. Se eles não saíssem, iam morrer", disse a moradora.
Segundo o relato de Zenaide, havia animais, louças, comida seca e até geladeira boiando na água. O navio estava saindo de Imbituba, no Sul catarinense, em direção ao Rio de Janeiro. A cidade fica a cerca de 100 quilômetros de Florianópolis.
Nenhum dos tripulantes ficou ferido. Alguns, inclusive, encantaram-se com a hospitalidade da comunidade e passaram a morar no Pântano do Sul.
Navio naufragado no Pântano do Sul, em Florianópolis
Reprodução/ADrones Floripa
Havia 12 embarcações na frota do Navio Guarará e este em questão era o número oito. A moradora acredita que, antes de afundar, o navio bateu em uma pedra. A embarcação estava carregada de carvão, o que fez com que a estrutura não aguentasse o peso e afundasse.
"A praia não prestava mais, ficou cheia de carvão. E para os pescadores foi ruim porque o navio ficou bem no melhor lugar para a pesca da tainha", resumiu Zenaide.
Depois do naufrágio, a empresa tentou retirar o navio mas não conseguiu.
*Sob supervisão de Joana Caldas
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Fonte: https://g1.globo.com/sc/santa-catarina/noticia/2024/02/11/navio-naufragado-ha-mais-de-60-anos-vira-atracao-em-praia-de-florianopolis-video.ghtml


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