10/09/2021 às 14h33min - Atualizada em 12/09/2021 às 00h00min

CANAL CURTA! EXIBE NOVOS POEMAS DO LIVRO “MELANCOLIA” DE CARLOS CARDOSO.

RECITADOS POR OTHON BASTOS

SALA DA NOTÍCIA Flava Miranda
divulgação
Alguns dos poemas da recente obra de Carlos Cardoso, Melancolia, de 2019, editora Record - eleito o melhor livro de poesia da APCA (Associação Paulista de Críticos de Artes) - ganharam leituras dos atores Patrícia Pillar e Othon Bastos e já estão disponíveis na Youtube (Carlos Cardoso Oficial, nas redes sociais do poeta e no Canal Curta!.

O Canal Curta!, assim como já tinha feito no primeiro semestre de 2021, exibe mais seis poemas do livro Melancolia de Carlos Cardoso, recitados pelo ator Othon Bastos, que serão vinculados nos intervalos da programação até agosto de 2022. Os poemas: “Pedra no carnaval"; "Poeminha"; "Espanto"; "Pretexto"; "O passado" e "Hoje".

Othon Bastos, ator recordista em participações na TV e um apaixonado por poesia desde a infância, não pôde recusar o convite para leitura de alguns poemas de Melancolia, de Carlos Cardoso.
As leituras estão disponíveis nas redes sociais do poeta.  “A poesia serve para tudo! Serve para o amor, para o desamor, para o encanto e desencanto, para o sofrimento, para a dor. A poesia é tudo! Só não ver quem não quer. A poesia tá em você, tá no amigo. A poesia é amor e um grande conselheiro”, declara Othon Bastos

Em tempos difíceis, lidar com a tristeza, perdas, angústias e ansiedades requer paciência e calma. Desesperar ou não é sempre uma escolha nossa.
 

“PRETEXTO”
A vida que eu carrego nesse cesto
tem o peso de uma vida moderna
as vírgulas e os pontos de texto
e os senões que acompanham os dias.

Ora sim, ora não, ora porém, ora pretexto.

Uso o pretexto para o que não vivi.

Que saudades tenho do passado
da infância onde tudo era sereno
da neve que cai sobre os carros
do vento  suave que toca meu rosto
e do abraço de minha mãe.

Meu pai a me jogar pro alto
e eu com a certeza de que ele me abraçaria
ficava feliz e sorridente ao flutuar no ar
e sem pressa
e sem alterar as forças da natureza
cair em seu colo.

Que saudades tenho do passado
de minha infância onde tudo era sereno

 

Entrevista: Othon Bastos
Qual a sua relação com a poesia?
A minha relação com a poesia é uma relação de beleza, de amor, de encantamento. Tudo é poesia. Se você olhar para um canto qualquer e vir uma coisa bonita já é uma poesia; ver um descampado é uma poesia; você ver uma árvore é poesia. Deus fez a poesia. Ela está aí e só não ouve, só não vê e só não sente, quem não quer. Tudo é poesia. Amizade é poesia! A minha relação com a poesia é esse encantamento. Adoro, amo a poesia. Talvez ela não me ame tanto, mas eu a amo (rsrs).

Como a poesia entrou na sua vida?
A poesia entrou cedo na minha vida. Aos 7, 8, 9 anos meu pai, que era um poeta bissexto, se reunia com os amigos numa espécie de sarau. Eu ficava ouvindo e encantado com os sons das palavras, das rimas, mesmo sem entender muitas palavras, mas os dizeres dos poetas, como falavam bonito, como faziam a comparação da flor, do amor, do sentimento. Isso me empolgava. O poeta que me chamou muito atenção e que meu pai adorava, era o Augusto dos Anjos. Mesmo com dificuldade para entender tudo, eu adorava e também fui me apaixonando.

Quais seus poetas preferidos?
Pergunta mais difícil de responder. Não tenho uma preferência doentia por um por outro. O poeta é um amigo, um conselheiro que chega para você e através da poesia e te dá um recado. Dependendo do seu estado emocional sempre é um recado para você. Cada poeta diz de uma maneira diferente. O poeta faz com que você compreenda o sentido da vida, faz com que você ame a vida, faz com que você abra sua cabeça, seus olhos, e abre teu coração. Por isso que o meu poeta favorito é o poeta do momento. Aquele que estou lendo. No paraíso dos poetas as palavras são anjos. Poeta você guarda como se fosse um anjo da guarda.

Qual sua impressão sobre o livro Melancolia?
Melancolia...quantos significados tem essa palavra. Melancolia...é a própria palavra... Melancolia..Melancolia palavra linda! Tem tudo que você pode imaginar nessa palavra, mas o que em encantou no livro do Carlos é o modo como ele fala da Melancolia... com muita  esperança... Uma melancolia que ele lembra que a vida é importante e não um aborrecimento, uma tristeza uma aflição, uma coisa escura. Nada! É como se bastasse um raio de sol para afugentar todas, todas as escuridões. Eu gostei do livro e por isso me deu uma vontade de ler as poesias dele. É um poeta com uma imensidão pela frente. Ele tem muita vontade dentro dele. Ele diz com muita esperança “trago no bolso uma arma que é o papel e uma caneta sem pólvora”. Ele vai crescer ainda mais como poeta e não é a toa que ganhou um importante prêmio. As pessoas perceberam o significado desse livro e o significado da palavra Melancolia.,. Parabéns!
Carlos Cardoso é considerado o representante de uma nova poética no país. Sua produção literária é marcada por uma escrita singular e de dicção própria, o que torna sua obra independente e única.

Sobre Carlos Cardoso
Carioca, Carlos Cardoso tem formação em engenharia. Sua produção literária é marcada pela intensa reflexão sobre o fazer poético e a efemeridade da existência, além de um constante diálogo intertextual com pares como, por exemplo, Antonio Cícero e Antonio Carlos Secchin, poetas cujo cuidado com a linguagem é condição primordial para construção dos versos.
Carlos Cardoso é considerado o representante de uma nova poética no país. Sua produção literária é marcada por uma escrita singular e de dicção própria, o que torna sua obra independente e única.

Sobre a Obra
“Melancolia”, editora Record, é um livro que já nasce com o aval de alguns poetas e escritores.
O livro chega com textos de apresentação reflexivos de Antonio Carlos Secchin, autor do posfácio e de Heloísa Buarque de Hollanda, que assina a orelha. A capa nasceu de um encontro do autor com o pintor e escultor Carlos Vergara, que se envolveu completamente e, inspirado na temática do livro, produziu uma instalação exclusivamente para ilustrar a obra.

“Num só verso o universo se condensa, e cabe à poesia ritualizar perpetuamente a encenação de um mundo sem origem e sem fim. É o que faz, com talento e consistência, Carlos Cardoso em Melancolia”, afirma Antonio Carlos Secchin.

 “Sem pólvora, sem sentimentos de desalento, a melancolia se revela palavra. Apenas palavra. A palavra escrita, fluida, buscada, necessária. Palavra que procura se desvencilhar das armadilhas da própria poesia”, destacou Heloisa Buarque de Hollanda.

Alguns de seus poemas foram traduzidos e publicados em revista de artes e crítica literária, de países como Portugal, França, Espanha, Itália, Colômbia, Vietnam, México, Bulgária, Ucrânia, entre outros.

 
Youtube – Carlos Cardoso
carlos cardoso oficial
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Redes Sociais
Instagram– Carloscardosoofical
Facebook – Carloscardosoofiacial
Site: https://carloscardoso.com/
Youtube: carlos Cardoso oficial
 
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