22/10/2015 às 18h35min - Atualizada em 22/10/2015 às 18h35min

A medicina é um sacerdócio

Com 46 anos de atividades na área da medicina, Dr. Tranquilo Costenaro, reforça que o médico deve ter uma visão global do paciente

Videira – Natural de Joaçaba, mas em Videira desde 1969, um ano após concluir o curso de Medicina na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Dr. Tranquilo Costenaro, médico atuante há 46 anos, credenciado Pladisa – Planos de Saúde, reforça que a medicina é um sacerdócio, que exige muito empenho, dedicação e principalmente compromisso com o paciente. “Minha visão da medicina é mais abrangente. Acredito que nós médicos devemos ver o paciente como um todo e não somente questões pontuais. Dessa forma, com toda certeza, podemos contribuir mais com a geração e manutenção da saúde” afirmou.

Com uma formação diferenciada, Dr. Costenaro reforça que pode aprender bastante e dessa forma contribuir de sobremaneira com a sociedade regional. Além da graduação, as férias do estudante eram passadas dentro de um hospital, em São Paulo, onde o irmão Capelão residia. Essa oportunidade foi abraçada pelo médico que pode observar diversos procedimentos, tecnologias e técnicas aplicadas. A graduação e essa oportunidade formaram o profissional que passou a atender no município de Videira.

Como clínico e cirurgião geral, Dr Costenaro desenvolveu inúmeras atividades.  Trabalhou com obstetrícia, psiquiatria, entre outros, o que proporcionou grandes histórias.  Ele conta que um dos casos mais marcantes se deu há mais de 30 anos, quando realizou o parto de uma senhora, residente na Linha Marari, em Tangará, onde o bebê pesou sete quilos. Uma cirurgia na cabeça de um paciente, que havia sofrido um acidente, quando cortava uma árvore também é lembrada, pelo fato de ser um atendimento diferenciado que exigia conhecimento e agilidade.

Outro atendimento marcante foi o de um homem que havia perfurado o coração com uma tesoura. No atendimento inicial foi constatado que o coração estava jorrando sangue para outros órgãos, em especial ao pulmão. Em uma decisão ágil e efetiva, Dr. Costenaro conduziu o paciente ao centro cirúrgico, procedeu com a abertura do tórax do paciente e pegou o coração na mão para proceder com a sutura do coração “Cirurgias nesses casos geralmente são efetuadas extracorpórea, ou seja, encaminhando a circulação do coração para uma maquina externa, para proceder com os trabalhos no mesmo, no entanto, neste caso, não havia tempo, e efetuamos de forma direta. Quando peguei o coração ele parou. Eu solicitei ao auxiliar da cirurgia para dar condições para costurar o coração, e o mesmo fez apnéia, murchando o pulmão, e a hora que terminei, massageei, ele ventilou e o coração voltou a bater. Foi uma experiência marcante. O paciente permanece vivo até hoje” destacou.

Nesses 46 anos de atividades, Dr Costenaro reforça que vivenciou grandes histórias. Sobre a medicina, ele é enfático em afirmar que foi um setor que teve um crescimento expressivo, em especial nesses últimos 30 anos, tanto em técnicas desenvolvidas, como tecnologias e procedimentos. Para ele, um profissional que precisa estar constantemente se renovando.

Sobre a aposentadoria, Costenaro  reforça que há muito ainda o que ser feito e que a decisão de parar só será tomada quando ele perceber que não pode mais contribuir. “O tempo,  a experiência e a capacitação contínua me tornaram um profissional, que no meu ponto de vista, esta muito mais preparado do que no início das minhas atividades. Gosto de atender com calma e tenho certeza que ainda posso contribuir muito com a sociedade” afirmou.

 

 

Como surgiu a vontade de ser médico

Com apenas oito anos de idade, Dr. Tranquilo Costenaro, recorda que estava em casa, no interior de Joaçaba, quando sua mãe teve uma das varizes rompidas, perdendo grande quantidade de sangue. Sem o pai, que estava em viagem, ele recorda que instintivamente, o irmão, de pouco mais de 10 anos, pediu para a mãe erguer a perna e enfaixou o local do rompimento, estancando o sangue. “Naquele dia ouvi a minha mãe reclamando a falta que um médico fazia e coloquei na minha cabeça que um dia eu seria um desses profissionais, que estaria na sociedade, auxiliando  as pessoas” finalizou Costenaro.

 

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