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Amazon processa procuradora-geral de Nova York para impedir ação estadual relacionada à pandemia

Gigante varejista é investigada por demitir ativista que protestava por suas condições de trabalho. Empresa diz que procuradora "ultrapassou limites" a exigir que [...]

Por Marcos Antonio em 12/02/2021 às 15:00:29
Gigante varejista é investigada por demitir ativista que protestava por suas condições de trabalho. Empresa diz que procuradora "ultrapassou limites" a exigir que empresa "renunciasse ao lucro". Amazon processa procuradora-geral de Nova York para impedir ação estadual relacionada à pandemia

Getty Images/ BBC

A Amazon entrou com um processo nesta sexta-feira (12) contra a procuradora-geral de Nova York para impedir o Estado de tomar medidas legais por causa de suas ações durante a pandemia de Covid-19.

A gigante varejista começou a ser investigada há 10 meses, quando trabalhadores protestaram contra as condições em um armazém de Staten Island e demitiu o ativista Christina Smalls por violar a quarentena.

Senadores questionaram a Amazon sobre o incidente, a cidade anunciou uma investigação e a procuradora-geral do Estado, Letitia James, disse que a empresa pode ter violado a lei.

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Em uma queixa no tribunal federal do Brooklyn, a Amazon acusou James de ultrapassar os limites ao ameaçar legalmente a empresa e exigir soluções como renunciar ao lucro. As leis trabalhistas e de segurança federais prevalecem sobre as estaduais, da qual a Amazon está buscando uma medida cautelar, disse seu processo.

A Reuters não conseguiu obter imediatamente comentários de James.

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O que a Amazon alega no processo

O processo, atípico, mostra como a Amazon acredita que foi injustamente difamada, apesar das muitas precauções contra o Covid-19 que implementou, como testes e mais recentemente planos para administração de vacinas. Também demonstra como a empresa não tolera críticas a seu local de trabalho.

De acordo com o processo, a Amazon foi aprovada em uma inspeção municipal não anunciada de suas instalações em Staten Island em 30 de março, o dia do protesto.

As verificações de temperatura do depósito, sinalização para estimular o distanciamento social e escalonamento de turnos mostraram que as reclamações de segurança eram "completamente infundadas", segundo o processo citando descobertas do inspetor.

A Amazon disse que as demandas da procuradoria geral (OAG) eram "muito mais rígidas do que o padrão adotado pela OAG ao defender, em outros litígios, a resposta de segurança razoável, mas mais limitada, dos tribunais do Estado de Nova York à Covid-19."

Mais de 19.000 ou 1,44% dos funcionários da linha de frente da Amazon nos EUA contraíram Covid-19 até setembro, disse a empresa.

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Fonte: G1

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