05/05/2021 às 08h36min - Atualizada em 05/05/2021 às 08h36min

Araucária da família Czerniak produz 500 pinhas em Caçador

Pinheiro tem genética diferenciada e deu origem a clones com produção ainda mais precoce

Marcos Antonio - Marcos Imprensa
Caçador Net
A araucária da família Czerniak, em Caçador, segue chamando a atenção de pessoas de todo o Brasil e do mundo. Neste ano, a árvore teve mais uma superprodução e deu 500 pinhas. É a terceira maior marca do pinheiro. Os recordes anteriores são 674 pinhas em 2015 e 600 em 2020.

“É uma alegria dar continuidade ao amor que nosso pai tinha por essa árvore que ele plantou em 1986 quando estava construindo nossa casa, e que depois ele divulgou para o mundo todo como forma de incentivar o plantio e a preservação da araucária”, afirma o filho José Winícius.

Vânio Czerniak faleceu em maio de 2019 vítima de um câncer. Em vida, ele dedicou boa parte do seu tempo contando as pinhas a cada ano e divulgando a araucária superprodutiva. “Ele era apaixonado por esse pinheiro e manter essa tradição é o mínimo que podemos fazer”, diz a esposa Nilva Cendron Czerniak.

Segundo a família, a cada ano mais pessoas entram em contato para comprar sementes e mudas da araucária de Caçador. “Teve até gente do Piauí que me ligou querendo plantar lá alguns pinhões da nossa árvore”, conta Nilva.

Além dos pedidos, há muitos curiosos que querem conhecer a árvore, localizada no quintal da casa da família, na rua Itapiranga, no bairro dos Municípios. “A cada ano a araucária nos surpreende e muita gente gosta de acompanhar a história, de saber o número de pinhas. Para nós é uma alegria muito grande”, afirma Marcos Czerniak.

A filha de Marcos, Valentina, de apenas um ano, também ajuda na colheita dos pinhões. “É a terceira geração. O pai não conheceu a netinha, mas ela está aqui presente no local que ele tanto gostava de estar”.

Fone para contato com a família: (49) 9 9144 0890 ou 9 8855 2479.

Clones do pinheiro

O pinheiro de Caçador é motivo de estudos na Universidade Federal do Paraná há anos. O professor Flávio Zanette desenvolveu clones da árvore, que são ainda mais precoces. “A araucária do Vânio produziu com nove anos e foi um exagero. Com os nossos clones, vamos colher pinhões maduros com árvores de seis anos que plantamos em 2015 a partir da copa que retiramos do pinheiro de Caçador”.

Pela contribuição com os estudos e pelo trabalho em prol da preservação da araucária, Zanette sugeriu ao Ministério da Agricultura homenagear Vânio Czerniak com o nome dessa espécie diferenciada. “Nós extraímos o DNA dessa árvore e ela é uma espécie diferenciada que produz muito e mais cedo. Será uma justa homenagem”.
Link
Tags »
Notícias Relacionadas »
Comentários »