07/10/2021 às 12h22min - Atualizada em 08/10/2021 às 00h00min

Com sintomas comuns, endometriose no nervo ciático chama a atenção das mulheres

Sintomas podem ser confundidos com dores na região lombar

SALA DA NOTÍCIA Fernanda Simplicio
Freepik
 

A endometriose - doença crônica que atinge as mulheres em idade reprodutiva com a presença do tecido do endométrio fora do útero também pode gerar outras complicações pouco conhecidas. Apesar da doença atingir quase 10% da população feminina no Brasil, outros sintomas apontam para um possível agravamento da doença. A presença de dores fortes na região lombar e câimbras podem ser sinais de complicação da endometriose, o acometimento do nervo ciático, causando dores e inflamações, prejudicando o dia a dia das mulheres. 

 

Para quem não conhece, a dor no nervo ciático ou ciatalgia é um problema comum que atinge quase 15% da população mundial, segundo dados da Organização Mundial da Saúde - OMS.  Este nervo é formado pela conjunção de raízes que saem da região mais baixa da coluna vertebral e é responsável pela enervação da perna, além da movimentação dos pés.

 

Segundo o especialista em cirurgia ginecológica, principalmente focada em endometriose, Dr. Thiers Soares explica que o nervo ciático é formado por ramos lombares (L4 e L5) e ramos sacrais (S1, S2 e S3). “Ele tem um componente inicial que se localiza na pelve, mas se alonga até a região posterior da coxa. Dessa forma, ele é um dos responsáveis por controlar  as articulações do quadril, joelhos e tornozelos, além dos músculos das pernas e pés, afirma. 

 

Este tipo de endometriose no ligamento uterossacro é o local mais comum de endometriose profunda na pelve, porque o ligamento inicia no útero e termina no sacro, principal motivo da dor se espalhar nas costas para a região sacro. 

 

O especialista afirma que a endometriose do nervo ciático pode ser percebida a partir de alguns sintomas, como as dores fortes na região lombar, cólicas menstruais que irradiam as dores para as costas, dores e câimbras na região posterior das coxas e pernas e dificuldades para caminhar. 

 

“Existe até uma confusão sobre os sintomas de cada uma das doenças, mas o principal ponto de diferenciação pode ser a relação das queixas de dor em coincidência com o período menstrual, favorecendo o diagnóstico de endometriose”, reforça Thiers. 

 

Tratamento

Por ser uma condição rara, é necessário fazer uma investigação intensa dos sinais apresentados para determinar o diagnóstico, por isso, é importante realizar os exames de rotina indicados pelo ginecologista. “Algumas pacientes podem se recuperar com o tratamento medicamentoso, como anti-inflamatórios e opióides, entretanto, muitas vezes, o tratamento cirúrgico é o mais indicado para estes casos”, conta Soares. 

 

Para este tipo de condição, o especialista em cirurgia ginecológica aponta para as técnicas da laparoscopia e a robótica como opções para o tratamento. “Por serem procedimentos menos invasivos, a laparoscopia e robótica permitem uma recuperação mais rápida, oferecendo melhor qualidade de vida para as pacientes”, relata o cirurgião e presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Minimamente Invasiva - Capítulo Rio de Janeiro (SOBRACIL-RJ). 


 
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