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Estudo detecta presen√ßa de variante brit√Ęnica do coronav√≠rus em Minas e outros 7 estados

Por Marcos Antonio em 23/02/2021 às 16:36:54

Getty Images via BBC

A variante britânica do coronavírus foi detectada em amostras de pacientes infectados em Minas Gerais e outros sete estados brasileiros.

A informação é de um estudo desenvolvido por pesquisadores do Instituto de Ciências Biológicas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) em parceria com a Rede Corona-Ômica do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, o Instituto Hermes Pardini e a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

A presença da variante originária do Reino Unido, a B.1.1.7, foi identificada em 16 cidades do país, sendo quatro em Minas Gerais: a capital Belo Horizonte, Betim, na Região Metropolitana, Araxá, no Alto Paranaíba, e Barbacena, na Região Central.

A cepa também foi detectada no Rio de Janeiro (RJ), Campo dos Goytacazes (RJ), Curitiba (PR), Cuiabá (MT), Primavera do Leste (MT), Aracaju (SE), São Paulo (SP), Americana (SP), Santos (SP), Valinhos (SP), São Sebastião do Passé (BA) e Barra do São Francisco (ES).

Os pesquisadores fizeram uma triagem no banco de dados do Hermes Pardini, composto por mais de 740 mil exames de Covid-19 realizados em laboratórios de todo o país, em busca de amostras com comportamento "anormal".

"Encontramos algumas dessas amostras, conseguimos material biológico de 25 delas e levamos para o laboratório. Fizemos uma análise e confirmamos que todas eram da linhagem do Reino Unido", explica o professor do departamento de genética do ICB, Renan Pedra de Souza. As amostras foram colhidas nas primeiras semanas deste ano.

Segundo Souza, os resultados indicam a presença da variante nos oito estados, mas ainda não é possível dizer se ela está circulando nesses locais e em qual frequência. Estudos para responder essas perguntas estão sendo conduzidos e devem ser concluídos nas próximas semanas.

"Com no máximo 14 dias vamos ter uma resposta sobre a circulação. O outro passo, para determinar a frequência, deve levar quatro semanas. Começamos ontem (segunda-feira) uma nova rodada de análise de sequenciamentos e, como não estamos mais aplicando o critério de (selecionar as amostras que possuem) comportamento anormal, vamos poder estimar qual a frequência dessa linhagem e de outras", diz o professor.

Estudos já demonstraram que a variante britânica do coronavírus tem potencial maior de transmissão. Uma pesquisa divulgada no final do ano passado indica que ela pode ser entre 50% e 74% mais contagiosa.

"Em um contexto de falhas nas medidas uso de máscara e distanciamento, a chance de contaminação cresce", explica Souza.

De acordo com o professor, a ideia é que os estudos continuem e consigam estabelecer, mês a mês, um retrato mais real sobre a pandemia no Brasil.

"Saber quais variantes estão presentes no país é importante para monitorar o processo de mudança do vírus ao longo do tempo e para entender o processo de dispersão do vírus nos estados. Se a gente consegue entender esse processo, pode intervir", conclui.

Ministério da Saúde monitora novas variantes

Um levantamento realizado pela Secretaria de Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde, confirma 204 casos de variantes do coronavírus no Brasil. Os dados foram compilados a partir de notificações recebidas pelas secretarias estaduais de saúde até 20 de fevereiro

Foram identificados 20 casos da variante do Reino Unido, sendo 11 em São Paulo, seis na Bahia, dois em Goiás e um no Rio de Janeiro. A pasta não confirma a presença da cepa britânica em Minas Gerais.

Outros 184 casos da variante P.1, identificada originalmente no Amazonas, foram notificados em 17 estados, incluindo Minas. O estado tem seis registros.

O Ministério da Saúde enviou uma nova nota técnica aos estados nesta terça-feira (23) com informações sobre as variantes identificadas até o momento. O documento informa as medidas que devem ser adotadas para evitar a propagação das cepas no país.

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Fonte: G1

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