06/05/2021 às 21h55min - Atualizada em 06/05/2021 às 21h55min

Denúncias alertam para possível novo ataque após chacina em creche de SC

Perfil nas redes sociais fez ameaças e afirmou que "iria explodir uma escola"; governo federal já está ciente sobre o caso

Marc Antonio - Marcos Imprensa
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Uma ameaça de novo ataque a uma escola no país fez o governo federal entrar em alerta. A ministra de Estado da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, endereçou ao ministro da Justiça e Segurança Pública, Anderson Augusto Torres, um documento com registros de uma rede social onde um homem posta fotos de armas e ameaça “explodir uma escola”.

documento foi endereçado nesta quarta-feira (5). Ainda conforme a ministra, a Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos recebeu a denúncia sobre o possível atentado na terça-feira (4), horas após a chacina na escola infantil Pró-Infância Aquarela, em Saudades, no Oeste de Santa Catarina, que resultou na morte de cinco pessoas.

Trecho de documento assinado pela ministra Damares Alves – Foto: Reprodução

Trecho de documento assinado pela ministra Damares Alves – Foto: Reprodução

A cidade e escola que seriam alvos deste homem ainda não foram descobertas. Ele estaria planejando a ação para esta quinta-feira (6). O documento ainda cita algumas postagens do perfil no Twitter. No entanto, o usuário já havia sido excluído ainda na quarta.

“Eu vou entrar com a mochila lotada de cockteis molotov’s. Se me pegarem já era, era tudo que o governo iria precisar pra me matar”, escreveu o usuário.

“Eu tô muito tenso. Podem acontecer várias coisas. Eu posso ser pego, os alunos e funcionários podem me matar, a PM pode me matar sem querer, minha bomba de pregos pode falhar e entre muitos imprevistos”, diz em outro trecho.

“Quero ver me chamarem de fedido quando eu estiver eliminando esses porcos; infiéis e servos do sistema”.

Autor fez ameaças e planejou ataque – Foto: Reprodução

Autor fez ameaças e planejou ataque – Foto: Reprodução

Damares também afirmou que encaminhou as imagens para a Polícia Federal na Unidade de Repressão aos Crimes de Ódio e Pornografia Infantil, ao considerar como grave a denúncia.

“Solicito apoio desse Ministério da Justiça e Segurança Pública na adoção das providências cabíveis para apuração do fato junto às autoridades de segurança pública da região”, escreve a ministra.

O documento foi encaminhado para todas Secretarias de Estado da Segurança Pública como um alerta, já que nas postagens não havia a indicação de em qual lugar poderia ocorrer o ataque.

Santa Catarina recebeu documento

A reportagem do ND+ entrou em contato com o presidente do Colegiado Superior de Segurança Pública Oficial de Santa Catarina, coronel Charles Vieira, que confirmou o recebimento do documento e destacou que a informação já chegou a PGE (Procuradoria Geral do Estado) e a DIC (Divisão de Investigação Criminal).

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