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Megaoperação cumpre pelo menos 60 prisões em 6 estados contra organização criminosa de SP

Por Marcos Antonio em 25/02/2021 às 19:36:18

A megaoperação feita na manhã desta quinta-feira (25) em seis estados ocorreu contra uma organização criminosa de São Paulo que tentava se expandir dentro de Santa Catarina, para ter acesso aos países vizinhos Argentina e Paraguai, além dos portos no litoral para o tráfico de drogas. Dos 284 mandados expedidos, foram cumpridos 120 de prisão e 142 de busca e apreensão, informou o Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) em coletiva na tarde desta quinta. Dos 120 mandados de prisão cumpridos, 62 pessoas já estavam no sistema prisional.

Megaoperação cumpre 284 mandados contra grupo criminoso

A operação, chamada de Maserati, teve mandados de prisão cumpridos em 45 cidades de seis estados: Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e São Paulo. No estado catarinense, as prisões ocorreram principalmente em cidades do Oeste, mas também na Serra, no Vale do Itajaí, no Norte e na Grande Florianópolis.

Ao longo da investigação, o Gaeco apurou que a organização criminosa foi responsável por 11 homicídios, um sequestro em Joinville, quatro tentativas de homicídio e diversos roubos.

Policiais cumprem mandados na Operação Maserati

Polícia Civil/Divulgação

Foco na expansão

A Coordenadora do Núcleo Gaeco de São Miguel do Oeste, no Oeste catarinense, onde começou a investigação, informou que os trabalhos que antecederam a operação nesta quinta iniciaram há nove meses. A coordenadora, Marcela Fernandes, também disse que o nome "Maserati" era usado pelos integrantes do grupo criminoso para se referir a Santa Catarina.

Polícia Civil deflaga operação para barrar avanço de facção criminosa em SC

Todos os presos tinham alguma atuação no estado catarinense. O delegado Eduardo Mattos relatou o objetivo dos membros da organização.

“Ao longo da investigação, a gente apurou essa intenção da facção criminosa de expandir a sua atuação aqui no âmbito do estado de Santa Catarina. A intenção deles era tomar as cidades menores, onde, segundo eles, os faccionados ainda não vestiram camisa de facção, e a partir daí ir se fortalecendo, tomando as cidades maiores até chegar ao litoral”, disse.

Dois policiais em cumprimento de mandados na Operação Maserati

Polícia Civil/Divulgação

A investigação identificou pelo menos 18 cargos divididos entre os integrantes do grupo criminosos, que se organizava como uma empresa, conforme o delegado. "Um era responsável por manter os cadastros dos membros, um cargo era para alguém que gerenciava a venda de drogas, um cargo para alguém que armazenava a droga e as armas da facção", exemplificou.

Operação tenta desarticular facção criminosa que tentava expandir negócios em Santa Catarina

Geaco/Divulgação

O relatório final da investigação tem mais de 2,2 mil páginas e foi dividido em três partes. "Faccionados batizados, faccionados batizados que não estão exercendo função e os chamados companheiros, que ainda não são batizados, mas são candidatos e participam das decisões coletivas da organização. As ações deles para nós geram maior preocupação porque precisam mostram serviço. São esses os integrantes responsáveis por crimes graves, como homicídios", disse o delegado.

No interior de São Paulo, em Campinas, a polícia apreendeu dinheiro e prendeu uma integrante com alto cargo dentro da organização e com envolvimento no tráfico de drogas. Segundo o delegado, ela é companheira de outro integrante, que está no sistema prisional em Guarapuava, no Paraná.

Operação

Os trabalhos envolveram o Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), a Polícia Rodoviária Federal (PRF) e as forças de segurança estaduais.

Cerca de 400 policiais civis, militares e rodoviários federais, além de servidores do Instituto Geral de Perícias (IGP) e Agentes do Departamento de Administração Prisional (Deap) participam da ação.

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Foram criadas salas de situação dentro da sede do MPSC em Florianópolis e em São Miguel do Oeste para integrar as ações e monitorar as prisões.

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Fonte: G1 SC

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