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'Viveremos semanas muito dif√≠ceis', diz Carlos Lula, representante dos secret√°rios de estado da sa√ļde

Por Marcos Antonio em 25/02/2021 às 19:36:28

Márcio Sampaio

"Temos que ligar o alerta porque viveremos semanas de março e abril muito difíceis. Talvez as mais difíceis", disse nesta quinta-feira (25) o presidente do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), Carlos Lula, a respeito da aceleração da transmissão da Covid-19 no Brasil.

"Vamos colocar de lado outras disputas e colocar num rumo só pra enfrentar a doença. Todos os estados têm tentado criar mais leitos, mas apenas criar leitos não adianta. A gente precisa também de ajuda da sociedade. A sociedade tem de entender que não é hora de fazer festa, não é hora de estar junto".

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Wilames Freire, presidente do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), também avalia que o país vive um momento "difícil" e "duro".

"É um recrudescimento dessa pandemia que vem nos desafiar mais uma vez, mas é um momento em que temos que estimular nossas equipes, orientar a população e dizer que não são somente o Ministério da Saúde, as secretarias estaduais e municipais as responsáveis."

"Precisamos entender que os meios que temos de enfrentar e diminuir a transmissibilidade desse vírus é adotar medidas restritivas" - Wilames Freire, presidente do Conasems.

Carlos Lula e Wilames Freire fizeram suas declarações após reunião dos conselhos estaduais e municipais de saúde com Eduardo Pazuello, ministro da Saúde.

Pazuello disse que a remoção de pacientes entre estados que enfrentam lotação de unidades de terapia intensiva (UTI) será uma das estratégias usadas para enfrentar o que ele chamou de "nova etapa" da pandemia, marcada pelo alastramento da variante descoberta em Manaus.

Contra o atual aumento de casos, o ministro disse vai atuar com "atendimento imediato na unidade básica de saúde", "estruturação em capacidade de leitos" e "vacinação".

"Uma das estratégias com relação a leitos é a utilização de leitos de forma remota. São remoções." - Eduardo Pazuello, ministro da Saúde.

'Todo mundo está no seu limite'

Em seu pronunciamento, o presidente do Conass não detalhou as remoções, mas afirmou que há alta ocupação em Santa Catarina, Tocantins, Rondônia, Rio Grande do Sul, Bahia, Ceará, Paraíba, Maranhão e Sergipe.

"A gente termina a contabilidade tendo feito o transporte de mais de 600 pacientes do Amazonas para outros estados. E mais de 60 de Rondônia. Hoje a gente já teria dificuldade bem maior de fazer esse transporte porque todo mundo está no seu limite. Quase todo o Brasil recebeu pacientes do Amazonas" - Carlos Lula, presidente do Conass.

250 mil mortos

O Brasil ultrapassou a marca de 250 mil mortos devido à Covid-19 nesta quarta-feira (25).

O número foi atingido em meio à falta de uma campanha de vacinação e com as novas variantes circulando. Especialistas citam o ritmo acelerado de transmissão e de mortes, consequência da falta de medidas de isolamento e de restrições impostas pelo Estado.

O registro do primeiro óbito por Covid-19 no Brasil ocorreu em 12 de março, e foram necessários 100 dias para que o número chegasse a 50 mil – marca atingida em 20 de junho do ano passado.

Entre a cifra de 200 mil, atingida em 7 de janeiro de 2021, e a de 250 mil, passaram-se 48 dias. O ritmo das mortes deve continuar acelerando. O país pode atingir 300 mil mortes ainda no mês de março.

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Elcio Horiuchi/G1

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Fonte: G1

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