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Como se aprende a morrer

Por Marcos Antonio em 28/02/2021 às 06:18:13

De acordo com a professora Lauren Miller-Lewis, principal autora do artigo, é cada vez mais comum que idosos e doentes terminais sejam atendidos em instituições hospitalares ou de longa permanência, longe da família, levando as pessoas a não vivenciar ou testemunhar o fim da existência. “Precisamos ajudar a comunidade a planejar suas necessidades e expectativas para o fim da vida, para aperfeiçoar o cuidado e o atendimento de pacientes e familiares. Ter intimidade com o assunto poderá ajudar, inclusive, no desenvolvimento de futuros serviços de saúde. As palavras não são neutras, por isso é tão importante entender suas conotações emocionais”, afirmou.

Falar sobre a morte: emoções e atitudes se caracterizam pela abordagem pesada e negativa

Pexels para Pixabay

Alguns dos tópicos abordados no curso: como nos referimos à morte, que linguagem usamos e como nos lembramos dos que morreram; representações da morte em livros, filmes e na TV; do que morreremos, como morreremos e o que a medicina faz diante da proximidade da morte; a morte na era digital: como usar a tecnologia para compartilhar o luto. Gosto especialmente das reflexões sobre como morremos e como os médicos lidam com a morte. A longevidade é um bônus, mas traz em seu bojo o risco de condições crônicas e incapacitantes que podem durar décadas. Não é melhor pensar nisso e decidir que tratamentos desejamos ou não? O papel da medicina é um desdobramento da questão: vale a pena prolongar artificialmente a vida de um ser humano apenas para que ele continue respirando?

A CareResearch promete, para o meio do ano, novas ferramentas interativas em seu site para alimentar a discussão. Trent Lewis, cientista de computação e coautor do trabalho, diz que a aceitação da morte como algo natural trará benefícios a todos. “O estudo mostrou também que a maioria das pessoas acredita que os outros se incomodam mais do que elas próprias de falar sobre o fim. Isso pode impactar nossa disposição para iniciar uma conversa sobre o assunto e o resultado é que coisas importantes deixam de ser ditas”, explicou.

Fonte: G1

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