24/01/2017 às 23h21min - Atualizada em 24/01/2017 às 23h21min

Carteiros reivindicam solução para cachorros em Curitibanos

Nesta quarta-feira (25), comemora-se, em todo o país, o Dia do Carteiro

Nesta quarta-feira (25), comemora-se, em todo o país, o Dia do Carteiro. No entanto, para um grupo de profissionais de Curitibanos, não há muito o que celebrar, pois algumas situações do dia a dia têm dificultado a rotina de trabalho nos bairros.

Conforme o carteiro Ricardo Rocha da Silva, na profissão há nove anos, uma das maiores dificuldades dos profissionais, atualmente, é o grande número de cães nas ruas. "Enfrentamos essa situação há décadas, mas o problema tomou proporções muito maiores e estamos em busca de uma solução", frisou o carteiro.

No grupo de profissionais responsáveis por entregar correspondências em Curitibanos, não há um que não tenha sido atacado. Segundo eles, são cães de rua e animais que têm dono, mas ficam soltos, mordem e avançam em motocicletas e bicicletas, colocando a própria vida em risco e a integridade dos carteiros, que precisam fazer verdadeiros malabarismos para não serem mordidos, ferir os animais ou mesmo cair do veículo e ficar com sequelas, como já ocorreu na cidade.

Ricardo salientou que esse não é um problema exclusivo dos carteiros. Entregadores de lanche, encomendas, jornais, revistas, leituristas de serviços essenciais, como energia elétrica, água, esgoto, enfrentam situações constrangedoras na tentativa de executar seu trabalho e, muitas vezes, acabam sendo julgados injustamente pelos donos dos animais ao tentar defender-se dos ataques.

Na tentativa de solucionar o problema, Ricardo adiantou que está sendo organizada uma reunião com o Executivo de Curitibanos, a fim de encontrar uma forma de minimizar a situação. "Sabemos que não vamos conseguir acabar com o problema, mas, pelo menos, tentaremos buscar uma solução boa apara todos", ponderou Ricardo, acrescentando que, em média, por dia, 80 a cem cães avançam os carteiros.

Para o carteiro Aécio Pereira, de Lages, na profissão há dois anos, os problemas envolvendo ataques de cães chegou ao seu limite. Ele afirmou que os carteiros costumam conversar com os donos de animais para que prendam seus bichos de estimação e evitem transtornos dos dois lados. Segundo o carteiro, que também tem cachorro em casa, os animais precisam ficar presos, garantindo sua segurança e de todos os profissionais que precisam chegar até as caixas de correspondência. "Está faltando bom senso da população. As pessoas precisam ter empatia e se colocar no lugar do outro", pontuou Aécio.

De acordo com Ricardo, os cidadãos têm direitos e deveres, e cuidar dos seus animais de estimação é um desses deveres, da mesma forma que o poder público precisa dar sua contrapartida sobre os animais de rua. "Se você fosse atacado por um cão, deixaria ele te morder? Ou se defenderia?", questionou o carteiro.

Franciele Gasparini/ Jornal Asemana
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