08/12/2021 às 18h19min - Atualizada em 09/12/2021 às 00h00min

Departamento de Carreiras da Digital House faz ponte entre profissionais de TI e RH das empresas

Só no último semestre, 97% dos alunos que recorreram à iniciativa obtiveram um novo emprego

SALA DA NOTÍCIA Henrique Aragão
https://www.digitalhouse.com/br/
Simone Piwowarczyk Araújo, aos 47 anos e sendo mulher, venceu as barreiras do mercado de trabalho e mudou de carreira
A procura por profissionais de tecnologia cresceu mais de 670% só em 2020. Um dos profissionais mais procurados é o desenvolvedor, fundamental para o avanço da revolução tecnológica em curso. No Brasil, desde o início da pandemia, houve a geração de 85 mil novas vagas para quem lida com tecnologia. Para algumas funções, só no Estado de São Paulo, por exemplo, a procura por profissionais em 2020 cresceu mais de 600%.


Enquanto cerca de 12 milhões de pessoas procuram emprego no Brasil, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o mercado de tecnologia não para de crescer. De acordo com estudos da Microsoft CELA Data Science and Analytics, cerca de 9 milhões de vagas na área deverão ser criadas nos próximos 5 anos. Destas cerca de 6 milhões apenas em desenvolvimento de software.


Para Hugo Rosso, diretor de Operações Acadêmicas da Digital House, a condição social da população brasileira é o principal entrave para a formação de mão de obra qualificada em tecnologia: "No Brasil muitos dos entraves passam por uma relação direta à condição social da população. Questões como acesso à tecnologia, qualidade de ensino e fundamentos da língua inglesa são fatores que atingem a maior parte da população. Somadas à comum necessidade do jovem iniciar cedo sua vida profissional como forma de contribuir com a renda familiar, temos um cenário que impacta diretamente a formação de mão de obra qualificada em tecnologia".


De acordo com Rosso, as edtechs têm papel fundamental para mitigar essa dor do mercado. "Vejo as edtechs como atores importantes na transformação desse cenário, principalmente como um caminho mais rápido e objetivo para formação profissional: enquanto em cursos técnicos e universitários, os alunos precisam dedicar-se de 2 a 5 anos para concluir sua formação e efetivamente ingressar ao mercado de trabalho, as edtechs permitem que o estudante passe por uma jornada de aprendizado mais curta e imersiva de formação, focando em um conjunto específico de habilidades e conhecimentos que possibilitam ao aluno, dentro de poucos meses, começar a trabalhar na área".



É o caso de Vinícius Maciel, UX wide wiener em uma Consultoria de TI e Inovação. Formado desde 2016 em Tecnologia e Jogos Digitais, até o ano passado nunca tinha atuado na área, sendo que trabalhava no suporte técnico de uma empresa de aluguel de impressoras. Em abril de 2020, começou um curso de UX na Digital House, concluído em setembro do mesmo ano. "Assim que terminei o curso, fui chamado para dar aula na escola como professor assistente. Dois meses depois, com a ajuda do Departamento de Carreiras, fui chamado para o meu emprego atual". Maciel sentiu muita diferença entre o curso de cinco meses e a graduação. "O curso é muito focado na prática, traz a realidade do mercado. Para um jovem que não quer fazer faculdade, gastar rios de dinheiro e ter a incerteza da realocação, eu recomendo."



Fato é que a transformação digital, acelerada nos últimos dois anos, colocou os profissionais de tecnologia em evidência. Segundo o último levantamento feito pelo Banco Nacional de Empregos (BNE), entre as 10 profissões que mais cresceram no Brasil estão analista de sistemas, analista de suporte, analista de business intelligence e desenvolvedor, havendo um aumento de 63% no total de oportunidades voltadas para este setor.


No entanto, uma das principais dificuldades das empresas é encontrar talentos habilitados para as vagas disponíveis. Para facilitar o trabalho dos profissionais de Recursos Humanos e auxiliar os alunos e ex-alunos a ingressar no mercado, a Digital House criou, em 2018, o Departamento de Carreiras, cuja missão é fazer a ponte entre o mercado digital e o corpo discente da escola. "Todas as empresas de tecnologia estão recrutando. Para dar uma dimensão disso, apenas no último semestre deste ano, 97% dos alunos que recorreram ao departamento conseguiram uma colocação", conta a líder de Carreiras da Digital House, Sabrina Honorato Favorin.


O Departamento de Carreiras da Digital House coleciona casos de sucesso, como o da analista de inteligência de mercado Simone Piwowarczyk Araújo. Após mais de 20 anos atuando com comunicação e marketing, há dois anos ela decidiu mudar de área. "Nas empresas de comunicação em que trabalhei, sempre atendi contas de empresas de TI. Em 2019, decidi mudar de área, fiz um curso de Gestão de Produtos Digitais, seguido de outro de Data Analytics na Digital House".


Com 47 anos e sendo mulher, ela precisou superar alguns preconceitos, mesmo numa área com escassez de mão de obra. Para vencer as barreiras do mercado de trabalho, Simone participou de alguns eventos promovidos pelo Departamento de Carreiras da Digital House, como o WoMakersCode, voltado para mulheres. "Eu aprendi com os eventos a vender toda a experiência que adquiri na outra carreira. Agora, faço o que gosto, que é escrever textos, só que agora são sobre dados e TI". Hoje analista de dados na Globant, ela mantém contato com a escola através do Departamento de Carreiras. "Continuo participando e propondo projetos na escola, onde além de me aprimorar tecnicamente, me mantenho por dentro das tendências de mercado."


Departamento de Carreiras da Digital House



De acordo com a líder de Carreiras da DH, a missão do Departamento de Carreiras como ponte entre o mercado de trabalho digital e o aluno da Digital House se dá por meio de três pilares:



1° Conhecimento: o departamento trabalha a marca profissional dos alunos, junto à estratégia de carreira, com base na aplicação de conhecimentos de recrutamento, coach e de recolocação no mercado, por meio de aulas, webinars e atendimentos individuais. O aluno aprende técnicas que vão acompanhá-lo ao longo de toda sua jornada profissional, não somente na saída da escola. "Ensinamos a pescar, e não somente damos o peixe" completa Favorin.



Como o mercado digital é muito novo, para muitas pessoas, ainda gera dúvidas sobre carreira, áreas de atuação e como ele funciona realmente. "Trazemos aos alunos esses conhecimentos, para que eles não se sintam perdidos e sozinhos nessa jornada, fazendo com que eles possam tomar decisões mais embasadas em informações e não no achismo", explica Favorin.



2° Oportunidades: a Digital House recebe diariamente diversas empresas interessadas em perfis digitais. A partir daí, o Departamento de Carreiras encaminha os alunos cujos portfólios atendam às habilidades demandadas, através de uma plataforma exclusiva. "Além de atender às demandas que chegam até nós por meio das empresas, fazemos uma busca ativa de companhias que tenham vagas juniores para oferecermos aos alunos."



As empresas ainda podem, sem interferência do time de carreiras, ter acesso aos perfis dos alunos da Digital House através da plataforma de vagas. Mesmo se não tiverem candidaturas na plataforma, ou se tiverem muitas vagas, o departamento ajuda a companhia encaminhando portfólio de alunos que tenham interesses em áreas correlatas ou apresentem perfis aderentes. "Já ajudamos empresas que queriam candidatos com perfis bem específicos ", relembra Favorin.



3° Conexão: ao longo do ano, a Digital House ainda promove eventos em que as empresas parceiras podem se apresentar aos alunos. Nesses espaços, elas podem contar mais sobre suas culturas organizacionais. "São oportunidades para que as empresas motivem os alunos a se candidatar, criando engajamento com a marca empregadora. Nossos parceiros também podem ter interesse em trazer conteúdos aos alunos, tirar dúvidas e criar portas de conexão com nossa escola", informa Favorin.


Dicas



A líder de Carreiras da Digital House ainda lista quais são as principais skills demandas pelas empresas que buscam profissionais nas áreas de tecnologia: "Entre as hard skills, vemos algo bem diverso, mas bem alinhado com a grade oferecida pela DH, como conhecimentos básicos a avançado de dados e Tecnologia da Informação, assim como linguagem digital (SEO, linguagem de programação, Google Analytics, Wordpress, Figma entre outros) e envolvimento em projetos de pesquisa."



Ela reforça que as soft skills também são importantes: "Cada vez mais o mercado busca profissionais capazes de aprender continuamente, com boas habilidades de negociação e comunicação, empatia, capacidade de gerenciar pessoas e uma adaptabilidade avançada."
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