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Ex-funcionários anti-imigração de Trump criam grupo jurídico contra planos de Biden

Por Marcos Antonio em 07/04/2021 às 13:25:35
Um ex-assessor de Donald Trump na Casa Branca que havia sido responsável pela proibição da entrada de muçulmanos criou agora um grupo para entrar em litígios contra o atual governo dos EUA. Muro na fronteira entre EUA e México, na cidade de Roma (Texas)

Ed Jones/AFP

Ex-funcionários do governo dos Estados Unidos que lideraram a ofensiva contra a imigração durante o governo do republicano Donald Trump anunciaram nesta quarta-feira (7) um novo grupo jurídico destinado a atacar a agenda da "esquerda ativista radical", que supostamente impulsiona o atual presidente democrata Joe Biden.

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Stephen Miller, que liderou a política restritiva de Trump contra a imigração; Gene Hamilton, o principal aliado de Miller no Departamento da Justiça, e o ex-chefe de gabinete de Trump, Mark Meadows, vão dirigir a America First Legal Foundation.

Eles descrevem o grupo como uma "nova organização conservadora sem fins lucrativos comprometida com defender os princípios dos Estados Unidos em primeiro lugar e combater a agenda radical e sem lei da esquerda".

"Por muito tempo, os americanos conservadores e tradicionalistas foram oprimidos, excluídos e manipulados por organizações jurídicas progressistas radicais", disse Miller em um comunicado.

O ativista anti-imigrantes afirma que durante os anos de Trump, organizações jurídicas que ele chama de extremistas "apresentaram uma denúncia após a outra, buscando o fórum legal mais favorável", e que agora eles vão começar a entrar em litígios de forma parecida.

O grupo afirmou em seu site que planeja combater as políticas progressistas desafiando-as nos tribunais e que vai colaborar com grupos com objetivos parecidas, incluindo funcionários públicos conservadores.

Ele acrescentou também que não vai focar em apenas um assunto. Porém, sob o governo Trump, Miller e Hamilton lideraram sua polêmica agenda anti-imigração, que incluiu a proibição de entrada para pessoas de vários países de maioria muçulmana, a suspensão de admissão de refugiados e o cancelamento de planos para facilitar e oferecer cidadania aos imigrantes sem documentos, principalmente da América Central.

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Fonte: G1

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