04/01/2022 às 11h56min - Atualizada em 07/01/2022 às 20h30min

Combate precoce da Doença de Gumboro em aves é essencial para mitigar prejuízos de lucratividade

Para continuar crescendo, a avicultura brasileira precisa de investimento e atenção

SALA DA NOTÍCIA Vitorya da Cruz Paulo
Phibro Saúde Animal
Wenderson Araújo/CNA

Por Eva Hunka, médica veterinária pela UFRPE, mestre em medicina veterinária preventiva pela Unesp e gerente de negócios biológicos da Phibro Saúde Animal.

Já está consolidado que a produção agropecuária brasileira é o principal motor para a economia do nosso país. Somos produtores por excelência, reconhecidos por todo o mundo. Entre todos os setores produtivos de destaque, está o avícola. Dados  divulgados pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) mostram o seu potencial: a produção brasileira de carne de frango cresceu 4,5% em 2020, no comparativo com o ano anterior, fechando um volume total de 13,845 milhões de toneladas. E nas exportações, o país embarcou 4,231 milhões de toneladas no mesmo período, obtendo uma receita de US$ 6,097 milhões.

Para continuar crescendo exponencialmente, a avicultura brasileira precisa de investimento e atenção. Muitos são os gargalos para os produtores, como os custos de produção elevados - e que só crescem a cada mês -, que podem ser potencializados por dificuldades sanitárias. Uma delas é, sem dúvidas, a Doença de Gumboro, responsável por mortalidade que pode chegar a 30% do plantel de aves em casos extremamente graves. Recorrente e difícil de controlar, a patologia causa imunossupressão nas aves, o que abre as portas para a ocorrência de diversas outras doenças.

A doença de Gumboro está, inclusive, listada pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) como uma das patologias de maior impacto econômico da avicultura mundial. E como todo vírus com alta taxa de contágio, ele acabou sofrendo mutações no Brasil. Atualmente, estamos lidando com a cepa brasileira G15. A variante possui alto poder para colonizar a Bursa de Fabricius e se aproveita do período de janela imunológica para infectar os lotes. A Bursa é um importante órgão linfoide primário das aves e sua infecção compromete a produção de anticorpos nos animais.

Um dos grandes desafios que se impõem aos produtores com a infecção é a alta resistência viral. Mesmo com períodos de vazio sanitário na cama dos aviários, o vírus sobrevive e acaba passando de um lote para outro. Ou seja, mesmo quando o produtor acredita que conseguiu vencê-la, a doença reaparece em outros ciclos de produção. Não é muito difícil encontrar lotes de animais infectados pela variante brasileira.

Outro ponto de alerta que a G15 carrega consigo é o fato de não causar doença clínica nas aves que infecta e promover depleção - que é uma perda de elementos fundamentais - linfoide muito parecida com a de algumas cepas vacinais. Porém, enquanto o quadro de imunossupressão causado pelas vacinas é transitório, o quadro causado pela variante passa a ser permanente, o que acaba consumindo recursos energéticos que seriam convertidos em desempenho nas aves. Ou seja, com resultados inferiores, há menos produtividade e menos lucratividade para o produtor. 

Parte desta batalha contra a Doença de Gumboro e seus prejuízos se dá na ciência e pesquisa. Na Phibro Saúde Animal, desenvolvemos a vacina MB-1, que já imunizou 55 milhões de aves em todo o país contra a Doença de Gumboro. A marca foi ultrapassada em dezembro de 2020, cerca de cinco meses após o lançamento da tecnologia no país. 

O imunizante faz parte de uma nova geração de vacinas e possui tecnologia inovadora. Por ser uma vacina de vírus livre, tem a capacidade de formar o imunocomplexo naturalmente, usando os próprios anticorpos maternais presentes no pintinho. Assim, promove imunidade precoce, cerca de quatro dias antes de outras vacinas. Aliada ao seu mecanismo de ação, a MB-1 consegue atingir os alvos e iniciar a replicação precocemente. Essa característica é essencial porque, na avicultura, se trabalha a todo momento com a máxima: tempo é dinheiro. E não temos nenhum dos dois a perder.


 
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