20/05/2021 às 09h42min - Atualizada em 20/05/2021 às 10h50min

Ginecologista e especialista em Miomas alerta para os principais sintomas da doença e como tratá-la

Segundo os dados da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), a doença atinge quase 50% das mulheres em idade fértil no Brasil

SALA DA NOTÍCIA Fernanda Santos

Os fibromas, ou miomas, como são popularmente conhecidos, são tumores benignos que se formam no tecido muscular do útero e, apesar de serem nódulos identificados, não estão relacionados a nenhum tipo de câncer. Cólicas intensas, sangramento em excesso e dificuldade para engravidar podem ser sinais de miomas. O Dr. Thiers Soares, ginecologista especialista em miomas, faz alerta para a doença que atinge quase 50% das mulheres em idade fértil no Brasil, segundo os dados da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo). 
Os miomas se formam quando uma única célula muscular cresce de forma desordenada, ocasionando o aparecimento dos nódulos. Os miomas não têm uma causa estabelecida, apesar disso, existem alguns fatores de risco que trazem o alerta e contribuem  para o surgimento da doença, como:

  • Histórico familiar de miomas

  • Início precoce da menstruação

  • Obesidade

  • Deficiência de Vitamina D

  • Dieta rica em carne vermelha

  • Consumo excessivo de álcool

  • Afrodescendência


            Dr. Thiers ressalta que algumas pacientes relatam a dificuldade de receber o diagnóstico de miomas, porque, muitas vezes, elas são assintomáticas ou apresentam sintomas semelhantes, muitas vezes considerados normais pelas mulheres, como as cólicas e o sangramento excessivo. “Os riscos da doença estão associados ao quadro dos miomas, que podem desencadear anemia, ou mesmo comprimir órgãos próximos da região uterina, como o intestino e a bexiga. Além disso, com a presença dos nódulos, as mulheres podem ter dificuldades para engravidar”, explica.
            A rotina de acompanhamento médico pode ajudar na identificação mais rápida da doença, principalmente com a realização de exames preventivos regularmente, como os próprios exames de imagem abdominal. “Cada caso merece atenção especial do médico ginecologista e quando identificado como cirúrgico, deve-se contemplar uma equipe especializada sobre o tema”, reforça o Dr Thiers.

Tipos de miomas

Fonte: Tua Saúde

Existem três tipos de miomas: subserosos, intramurais e submucosos. Os subserosos se desenvolvem na parte externa do útero. Já o intramural surge na parede uterina, ocasionando o crescimento do órgão. Os miomas submucosos são localizados na parte interna do útero e conforme eles se expandem, acabam prejudicando o endométrio, com grandes possibilidades de atrapalhar a fertilidade da mulher. Este tipo de mioma é muito comum e pode atingir boa parte das pacientes, como a atriz Nivea Stelmman, que sofreu com esta condição no último ano.

Tratamento

            Atualmente, há vários tipos de tratamentos para os miomas. Na maioria dos casos, os nódulos são controlados com o uso de hormônios, feito a partir do uso de pílulas anticoncepcionais. Entretanto, quando há a necessidade de intervenção cirúrgica, inicialmente, o tratamento conservador é indicado. Esse procedimento é chamado de miomectomia (retirada de miomas e preservação do útero). Quando a paciente não deseja engravidar e não deseja mais preservar o útero, a histerectomia (remoção total do útero) é a opção indicada.
Para a realização deste tipo de operação, podem ser utilizadas as técnicas minimamente invasivas, como a laparoscopia e a robótica (com pequenas incisões). A cirurgia robótica vem crescendo exponencialmente no Brasil e no mundo, sendo a grande aposta para dominar as cirurgias abdominais no futuro. Outra opção bem interessante é a radiofrequência, recém chegada no país.
            Pioneiro por trazer esta nova modalidade de tratamento no Brasil, Dr. Thiers Soares enfatiza que apesar dos resultados positivos, a radiofrequência segue alguns critérios, como ser aplicada somente em mulheres com até 3 miomas. “A chegada da radiofrequência possibilita caminhos diferentes para o tratamento da doença, facilitando ainda mais a recuperação das pacientes”, finaliza o especialista. 

 
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