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01/07/2019 às 13h32min - Atualizada em 01/07/2019 às 13h42min

Sábado, 29 de junho, é o novo “Dia D” de vacinação contra sarampo na cidade de São Paulo

É um desafio enorme a cidade de São Paulo ainda ter pela frente a meta de vacinar contra o sarampo 2,9 milhões de pessoas entre 15 e 29 anos

DINO
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Sarampo é uma doença grave?

É um desafio enorme a cidade de São Paulo ainda ter pela frente a meta de vacinar contra o sarampo 2,9 milhões de pessoas entre 15 e 29 anos.  A meta surge principalmente porque, segundo a Secretaria Municipal de Saúde, apenas 12.265 mil jovens foram em busca dos postos de vacinação, porém, a Coordenadoria de Vigilância em Saúde (Covisa) estima que a população nesta faixa etária seja composta por 2,9 milhões de pessoas. E para toda campanha ter êxito, é necessário que no mínimo 95% do público-alvo seja vacinado. Em prol dessa meta, temos um novo “Dia D”, neste sábado, 29 de junho.

Na cidade de São Paulo, em um último balanço, foram registrados 14 casos desde 1º de janeiro deste ano, sete destes, apenas no início de junho. Ao todo, foram 83 casos confirmados no país: 43 no Pará, 27 em todo o estado de São Paulo, quatro no Amazonas, três em Santa Catarina, outros três em Minas Gerais, dois no Rio de Janeiro e um em Roraima. 

Nos últimos anos, criou-se um movimento antivacinação baseado em ideias que elas seriam a causa de autismo, entre outros motivos. Há, porém, sérios riscos na decisão de não vacinar a si mesmo e sua família. Estes perigos não se restringem apenas à sua própria saúde, mas também ao bem-estar de todos à sua volta, como colegas de trabalho e escola. O assunto é tão importante que a Organização Mundial da Saúde (OMS) incluiu o movimento antivacinação em um relatório sobre os dez maiores riscos à saúde global em 2019. De acordo com o documento, não se vacinar “ameaça reverter o progresso feito no combate às doenças evitáveis por meio de vacinação".

O sarampo é uma destas doenças que havia sido erradicada no Brasil em razão das campanhas de vacinação. Nosso país não é o único que tem esse ponto negativo: os EUA também foram atacados por um surto do transtorno em 2016. Segundo dados de 2017, os casos de sarampo aumentaram 30% no mundo todo, um número visto como vexatório por toda a comunidade médica. 

Não é exagero, então, afirmar que o movimento antivacinação não passa de uma grande besteira. Como diz a própria OMS em seu relatório, a vacina “é uma das formas mais eficientes para evitar doenças e atualmente evita de 2 a 3 milhões de mortes por ano, enquanto outro 1,5 milhão poderia ser evitado se a cobertura vacinal fosse melhorada no mundo." Literalmente, milhões de vidas são preservadas atualmente única e exclusivamente em razão das vacinas, que são, talvez, o grande legado da medicina no século XX, ao lado dos antibióticos. 

A campanha de vacinação começou no dia 10 de junho e agora está prevista para ir até 12 de julho. A vacina tríplice viral protege contra sarampo, rubéola e caxumba e é oferecida gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para crianças a partir de um ano de vida. As pessoas de 15 a 29 anos que já tiverem tomado as duas doses não precisam de reforço. Porém, aquelas que não tomaram ou têm dúvidas devem comparecer às Unidades Básicas de Saúde (UBSs) com a caderneta de vacinação e um documento de identificação. A vacina é contraindicada para mulheres grávidas e indivíduos imunossuprimidos.

Assim, aproveite a campanha de vacinação, neste sábado, na cidade de São Paulo, para se prevenir e ajudar o mundo a deixar doenças como o sarampo no passado, que é onde elas merecem estar.

*Milton Monteiro é enfermeiro no HSANP, centro hospitalar na Zona Norte de São Paulo



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